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terça-feira, 29 de maio de 2012

Para procurador, Márcio Thomaz Bastos pode ter cometido os crimes de lavagem de dinheiro e receptação ilícita por receber dinheiro de origem ilegal do bicheiro

POR EDUARDO MILITÃO | 29/05/2012 07:00 
Para Pastana, há indícios de que Cachoeira paga Márcio Thomaz Basto com dinheiro do crime
O criminalista Márcio Thomaz Bastos já foi advogado do hoje ex-presidente Lula, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (1987) e ministro da Justiça entre 2003 e 2007. Hoje defende o bicheiro Carlos Augusto Ramos, pivô da CPI do Cachoeira. Se depender de uma representação feita pelo procurador Regional da República no Rio Grande do Sul Manoel Pastana, Bastos será investigado agora por supostamente ter praticado crime de lavagem de dinheiro ou receptação não intencional de recursos de atividades criminosas. Pastana ingressará com a ação contra Thomaz Bastos hoje (29). O Congresso em Foco teve acesso com exclusividade à ação movida por Pastana.
Para Pastana, o fato de Thomaz Bastos receber R$ 15 milhões em honorários para defender Cachoeira é indício de crime. Na representação à Procuradoria da República em Goiás, Pastana argumenta que o bicheiro não tem recursos de origem lícita para bancar tamanha despesa. Assim, ele quer saber de que forma ele paga os serviços do ex-ministro da Justiça. Para tanto, o procurador pede a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Thomaz Bastos e informações ao Conselho de Atividades Financeiras (Coaf) sobre eventuais movimentações ilegais de dinheiro do exterior.
Na opinião de Pastana, são claros os “indícios” de que Bastos cometeu ou está prestes a cometer um crime. E poderia mesmo ser preso. “A prisão em flagrante é possível, caso o advogado seja pego recebendo os recursos oriundos de condutas ilícitas praticadas por Cachoeira”, argumentou Pastana no documento, que deve ser protocolado nesta terça-feira (29) no Ministério Público Federal.
Thomaz Bastos foi informado da representação no início da noite de ontem. Ele disse ao Congresso em Foco que poderia prestar esclarecimentos às 21h, mas, no horário combinado, não atendeu mais ao telefone e nem respondeu às mensagens de texto enviadas.
Bens bloqueados
Cachoeira está com os bens bloqueados. Assim,ele não tem como pagar R$ 15 milhões a Thomaz Bastos para defendê-lo. “A medida restritiva parece não ter sido suficiente, porquanto, se o fosse, ele não teria condições de custear o contrato advocatício”, disse Pastana na representação. Segundo noticiou no domingo (27) a coluna Radar, da revista Veja, Bastos disse que são os amigos que custeiam as despesas de clientes em situações como estas. A mesma revista informou que os R$ 15 milhões foram divididos em três parcelas, a primeira já paga.
Na representação ao Ministério Público Federal em Goiás, Pastana disse que a lei da lavagem de dinheiro impede alguém de adquirir ou receber valores provenientes de crimes contra a administração pública ou praticados por organização criminosa – caso de Cachoeira. Se não há indício de branqueamento de recursos, o procurador entende que o art. 180 do Código Penal prevê a receptação não intencional de “coisa que sabe ser produto de crime”. Na mesma situação enquadra-se quem recebe valores que, “pela condição de quem a oferece”, permitem presumir-se terem sido obtidos com crimes, diz o mesmo artigo da lei.
Este é o caso, de acordo com Pastana. “Toda sociedade brasileira sabe que Cachoeira não tem condição de pagar honorários elevados com renda lícita; logo, é de se presumir que os recursos foram obtidos por meio criminoso”, argumentou.
Assassino
Apesar de não embasar seu pedido em questões morais, o procurador disse que Bastos agiu de maneira antiética. Ele disse não ser “razoável” que Thomaz Bastos, que, como ministro da Justiça, teve a missão de “defender o Estado brasileiro da ação deletéria de infratores”, agora passe a defender um desses infratores. “Isso fere de morte a ética e a moral.”
Pastana disse na representação que, se nada for feito, Carlinhos Cachoeira vai se aproveitar dos resultados dos crimes cometidos por ele. “Permitir que o dr. Márcio Thomaz Bastos usufrua de tais recursos seria o mesmo que (…) entender lícito que o advogado receba honorários de assassino, que paga sua defesa com o dinheiro recebido para matar a vítima”, criticou.
O procurador disse ao Congresso em Foco que não é contra que os criminosos em geral tenham advogados pagos, o que seria uma limitação antidemocrática à defesa deles. Entretanto, Pastana afirmou que eles têm que pagar honorários de acordo com os recursos lícitos que possuem. Ou utilizar os serviços da Defensoria Pública.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

No Reino do Lula, Tudo Pode.

http://www.ossamisakamori.blogspot.com.br/2012/05/no-reino-do-lula-tudo-pode.html

O ex-presidente Lula procurou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes para tentar adiar o julgamento do mensalão. Em troca da ajuda, Lula ofereceu ao ministro, segundo reportagem da revista "Veja" publicada neste fim de semana, blindagem na CPI que investiga as relações do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com políticos e empresários. Fonte: Folha.

A imprensa já tinha noticiado antes de que a CPMI do Cachoeira tinha dedo do Lula e que foi criado para constranger o governador Marconi Perillo, seu desafeto por conta do mensalação.  Marconi Perillo afirmara na época da investigação do Mensalão, que o presidente Lula teria sido informado por ele Perillo sobre movimentação ilegal de recursos para compra de votos dos parlamentares da base de apoio.  

É bem provável que o processo mensalão não vai ao julgamento pelo STF, neste ano, conforme minha previsão, já comentado numa matéria anterior "Lula vai adiar mensalão para o ano que vem".  A tentativa de, uma verdadeira extorsão (sic meu) de um ministro do STF por si só daria um escândalo no reino da Elizabeth II, mas aqui no reino do Lula, nada acontece.  Passa batido.

Mendes confirmou hoje (26) à Folha o encontro com Lula e o teor da conversa revelada pela revista, mas não quis dar detalhes. "Fiquei perplexo com o comportamento e as insinuações despropositadas do presidente Lula", afirmou o ministro.O encontro aconteceu em 26 de abril no escritório de Nelson Jobim, ex-ministro do governo Lula e ex-integrante do Supremo. Fonte: Folha.

Igual perplexidade fico sobre a inconveniência de um ministro do STF estar presente no escritório particular do Nelsom Jobim, hoje na condição de um cidadão comum.  Condição de ter sido ex-ministro do Lula e membro do STF, não autoriza um ministro da mais alta Corte de Justiça do país, fazer visita, mesmo que a interlocução seja com um ex-presidente da República.  Além de tudo, a data mencionada é uma quinta-feira.  O que fazia o ministro fora de Brasília, num dia de expediente normal no STF?  O salário do ministro Gilmar Mendes do STF não é pago pelo contribuinte?  Ou no reino do Lula, tem casta que não segue às regras normais de um cidadão comum?

No reino do Lula, tudo pode! 


Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof. da UFPR.
Twitter: @sakamori10

A bolha de quatro rodas



http://www.anovademocracia.com.br/89/03.jpgO apodrecimento do Estado brasileiro vai se acelerando na razão direta do aprofundamento da crise internacional e seus efeitos sobre a nossa economia. Como a política está em função da economia, não podemos descartar de maneira alguma que os recentes escândalos tenham surgido com o propósito de encobrir outros, ou como ação para desviar a atenção do povo, neste caso, do aprofundamento da crise. Enquanto Luiz Inácio botava pilha no escândalo do Cachoeira, Dilma Rousseff e seu ministro Mantega se entregavam a mágicas tentativas de levantar a economia numa desesperada briga com a realidade.
O monopólio da imprensa, fazendo a sua parte na cotidiana missão de mascarar e até esconder a realidade, abre seus principais espaços para os escândalos, com destaque para a fritura da vestal de dias passados, transformada em vilã, e a ascensão de novas vestais já escaladas para serem as vilãs de amanhã.
O empurra-empurra dentro do partido único é também um indicador dos tempos de crise, já que as oligarquias trabalham com a máxima "farinha pouca, meu pirão primeiro". Suas CPIs são nada mais do que um freio de arrumação no grande trem de corrupção em que transformaram o Brasil.
Ao fazermos, entretanto, a leitura dos espaços secundários, vamos encontrar os indícios do aprofundamento da crise. Sem alarde, ela vai registrando a redução de vôos das grandes companhias aéreas, que até bem pouco tempo eram símbolo da incorporação da pobreza à "classe C". A redução das taxas de juros puxadas pelos bancos oficiais como tentativa de alavancar as vendas de uma indústria cuja produção não para de cair, mesmo amparada por desonerações nos encargos sociais. Também já não se fala mais do boom da construção civil e sim do seu contrário, a desaceleração do setor já apontado como o pivô do aumento do desemprego. Mas, o que vem brigando por cada vez mais espaço nos noticiários é a inadimplência, cujas manifestações no cartão de crédito, no cheque especial e no cheque pré-datado não são maiores do que a inadimplência com o financiamento de veículos.
Escolhemos para este artigo o titulo de A bolha de quatro rodas, pois ela é a mais evidente demonstração do servilismo de Luiz Inácio para com o sistema financeiro e com as transnacionais montadoras de automóveis e, ao mesmo tempo, sua irresponsabilidade e cabal desonestidade para com a nação. Ora escancarando o crédito em até 80 meses, ora praticando a renúncia fiscal para o setor automotivo, contribuiu para o fabuloso lucro dos dois setores exatamente no momento em que a crise econômica mundial colocava a ambos em seu epicentro. É importante destacar que estes fabulosos lucros foram decisivos para socorrer suas matrizes em quebra iminente.
A contrapartida desta derrama praticada pelo oportunismo petista foi o endividamento, como nunca visto na história deste país, das famílias brasileiras que, levadas por uma descomunal propaganda e pelas facilidades enganadoras dos bancos e das montadoras, caíram no conto do carro novo ou do carro usado, no caso dos que o adquiriram pela primeira vez. Os custos com as prestações somados a seguro, manutenção, multas, estacionamento e outras despesas advindas do próprio uso do veiculo fazem com que o orçamento familiar não dê conta de abarcar tantas obrigações sem prejudicar a cobertura de gastos com alimentação, vestuário, habitação, higiene, educação, etc.
Grande parte das famílias está com seu orçamento comprometido por cerca de quatro a cinco anos e quando a coisa aperta se vê obrigada a devolver o carro e ainda ter que pagar juros e multas por atraso das prestações, pois o valor do veículo quase sempre é inferior ao débito com o banco. Outras vezes o trabalhador repassa o carro e a dívida para outro que possa continuar pagando e não recebe nada de volta, arcando assim com o prejuízo da entrada e das parcelas pagas.
A bolha automobilística vai se transformando numa bola de neve, já que os estoques das montadoras mais os estoques das concessionárias e mais os estoques nas revendedoras de usados apontam para um desemprego no setor que deverá sobrevir em cascata, atingindo autopeças, oficinas, seguros, etc..  
Como já afirmamos nesta página, a fábrica oportunista de ilusões avança para a bancarrota. Cabe, portanto, àqueles que de forma sincera lutam pela melhoria das condições de vida dos trabalhadores e do povo em geral aumentarem o nível de denúncia sobre as trapaças nas quais o gerenciamento de turno submetido aos interesses do imperialismo, da grande burguesia e do latifúndio vai afundando o nosso país na desindustrialização, na desterritorializacao e na desnacionalização. Desindustrialização, principalmente nos setores têxtil, de confecção, calcados e outros itens da indústria leve; desterritorializacao com a entrega de vastas áreas para empresas estrangeiras plantarem cana e montarem suas usinas de produção de álcool e outras; e a desnacionalização, principalmente do setor de distribuição nas mãos de Carrefour, Wall-Mart (Bom Preço) e Casino (Pão de Açúcar, Casas Bahia e Ponto Frio) e da agroindústria.
Não precisa ter um candidato, como afirmam os oportunistas centristas, para fazer as denúncias no período eleitoral: todo tempo é tempo e todo lugar é lugar, desde que tenha gente, para se realizar a mais enérgica agitação sobre a necessidade da revolução democrática em nosso país, a qual passa necessariamente pela total negação da farsa eleitoral montada pelo conluio dos oportunistas com os grupos de poder encastelados no velho aparelho de Estado. Fortalecer a luta camponesa é um grande passo para enfraquecer as oligarquias latifundiárias, sustentáculos internos, junto com a grande burguesia, da exploração imperialista sobre o Brasil. Avançar para a conformação da Frente Única Revolucionária tendo a aliança operário-camponesa como núcleo e em seu entorno os intelectuais e demais setores da pequena burguesia.
Inclusive porque, apesar de 9 anos de política no apoio irrestrito ao "agronegócio" e encorajamento aos latifundiários, do incremento da repressão ao movimento camponês combativo e cooptação da direção do MST, a luta pela terra se manteve e dá mostras que se levantará numa nova onda.

"São Paulo vai morrer"




ESCRITO POR JOÃO WHITAKER
SÁBADO, 26 DE MAIO DE 2012

As cidades também morrem. Há meio século, o lema de São Paulo era “a cidade não pode parar”. Hoje, nosso slogan deveria ser “São Paulo não pode morrer”. Porém, parece que fazemos todo o possível para apressar uma morte anunciada. Pior, o que acontece em São Paulo tornou-se infelizmente um modelo de urbanismo que se reproduz país afora. A seguir esse padrão de urbanização, em médio prazo estaremos frente a um verdadeiro genocídio das cidades brasileiras.

Enquanto muitas cidades no mundo apostam no fim do automóvel, por seu impacto ambiental baseado no individualismo, e reinvestem no transporte público, mais racional e menos impactante, São Paulo continua a promover o privilégio exclusivo dos carros. Ao fazer novas faixas para engarrafar mais gente na Marginal Tietê, com um dinheiro que daria para dez quilômetros de metrô, beneficia os 30% que viajam de automóvel todo dia, enquanto os outros 70% se apertam em ônibus, trens e metrôs superlotados. Quando não optam por andar a pé ou de bicicleta, e freqüentemente demais morrem atropelados. Uma cidade não pode permitir isso, e nem que cerca de três motociclistas morram por dia porque ela não consegue gerenciar um sistema que recebe diariamente 800 novos carros.

Não tem como sobreviver uma cidade que gasta milhões em túneis e pontes, em muitos dos quais, pasmem, os ônibus são proibidos. E que faz desaparecer seus rios e suas árvores, devorados pelas avenidas expressas. Nenhuma economia no mundo pode pretender sobreviver deixando que a maioria de seus trabalhadores perca uma meia jornada por dia – além do duro dia de trabalho – amontoada nos precários meios de transporte. Mas em São Paulo tudo se pode, inclusive levar cerca de quatro horas na ida e volta ao trabalho, partindo-se da periferia, em horas de pico.

Uma cidade que permite o avanço sem freios do mercado imobiliário (agora, sabe-se, com a participação ativa de funcionários da própria prefeitura), que desfigura bairros inteiros para fazer no lugar de casas pacatas prédios que fazem subir os preços a patamares estratosféricos e assim se oferecem apenas aos endinheirados; prédios que impermeabilizam o solo com suas garagens e aumentam o colapso do sistema hídrico urbano, que chegam a oferecer dez ou mais vagas por apartamento e alimentam o consumo exacerbado do automóvel; que propõem suítes em número desnecessário, o que só aumenta o consumo da água; uma cidade assim está permanentemente se envenenando. Condomínios que se tornaram fortalezas, que se isolam com guaritas e muros eletrificados e matam assim a rua, o sol, o vento, o ambiente, a vizinhança e o convívio social, para alimentar uma falsa sensação de segurança.

Enquanto as grandes cidades do mundo mantêm os shoppings à distância, São Paulo permite que se levante um a cada esquina. Até sua companhia de metrô achou por bem fazer shoppings, em vez de fazer o que deveria. O Shopping Center, em que pese a sempre usada justificativa da criação de empregos, colapsa ainda mais o trânsito, mata o comércio de bairro e aniquila a vitalidade das ruas.

Uma cidade que subordina seu planejamento urbano a decisões movidas pelo dinheiro, em nome do discutível lucro de grandes eventos, como corridas de carro ou a Copa do Mundo, delega as decisões de investimentos urbanos não a quem elegemos, mas a presidentes de clubes, de entidades esportivas internacionais ou ao mercado imobiliário.

Esta é uma cidade onde há tempos não se discute mais democraticamente seu planejamento, impondo-se a toque de caixa políticas caça-níqueis ou populistas, com forte caráter segregador. Uma cidade em que endinheirados ainda podem exigir que não se faça metrô nos seus bairros, em que tecnocratas podem decidir, sem que se saiba o porquê, que o mesmo metrô não deve parar na Cidade Universitária, mesmo que seja uma das maiores do continente.

Mas, acima de tudo, uma cidade que acha normal expulsar seus pobres para sempre mais longe, relegar quase metade de sua população, ou cerca de 4 milhões de pessoas, a uma vida precária e insalubre em favelas, loteamentos clandestinos e cortiços, quando não na rua; uma cidade que dá à problemática da habitação pouca ou nenhuma importância, que não prevê enfrentar tal questão com a prioridade e a escala que ela merece, esta cidade caminha para sua implosão, se é que ela já não começou.

Nenhuma comunidade, nenhuma empresa, nenhum bairro, nenhum comércio, nenhuma escola, nenhuma universidade, nem uma família, ninguém pode sobreviver com dignidade quando todos os parâmetros de uma urbanização minimamente justa, democrática, eficiente e sustentável foram deixados para trás. E que se entenda por “sustentável” menos os prédios “ecológicos” e mais nossa capacidade de garantir para nossos filhos e netos cidades em que todos – ricos e pobres – possam nela viver. Se nossos governantes, de qualquer partido que seja, não atentarem para isso, o que significa enfrentar interesses poderosos, a cidade de São Paulo talvez já possa agendar o dia se deu funeral. Para o azar dos que dela não puderem fugir.


João Sette Whitaker Ferreira, arquiteto-urbanista e economista, é professor da Faculdade de Urbanismo da Universidade de São Paulo e da Universidade Mackenzie.

Pesquisa da UFRJ comprova eficácia do óleo de coco




Você já deve ter ouvido falar das maravilhas do óleo de coco extra-virgem. Mas será que esse complemento alimentar é a solução de tantos problemas?

Uma pesquisa comprova que sim. Ela foi feita pelo Instituto de Nutrição da UFRJ e mostra que esse produto natural diminui o apetite, e ajuda nas dietas de emagrecimento. 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Veja quais deputados são a favor de candidaturas de 'contas-sujas'


http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/c%C3%A2mara-aprova-candidatura-de-contas-sujas
BRASÍLIA - O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite dessa terça-feira, 22, a liberação de candidatura de políticos que tiveram as contas eleitorais rejeitadas, chamadas de 'contas-sujas'. A proposta tem como objetivo derrubar o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em março deste ano, que tornava inelegível quem estivesse nessa situação. A proposta segue agora para a análise do Senado.
Antes, quem tinha contas eleitorais rejeitadas podia se candidatar porque a Justiça Eleitoral considerava inelegível apenas quem não apresentasse sua prestação de contas. Em março, porém, o TSE baixou uma nova resolução ampliando a inelegibilidade. Com esta decisão, 21 mil políticos com contas rejeitadas estariam fora da disputa.
A decisão do judiciário gerou forte movimentação política. O PT entrou com recurso contra a medida e outros 17 partidos da base aliada e da oposição se uniram para pedir a revogação da resolução do TSE. Como o assunto não evoluiu na Justiça, os líderes partidários na Câmara fizeram um grande acordo e aprovaram a matéria de forma simbólica em plenário.
Autor do projeto, o deputado Roberto Balestra (PP-GO) argumenta que a rejeição das contas sempre teve caráter administrativo para a Justiça Eleitoral. Para ele, esta ação não pode ser suficiente para restringir direitos políticos. 'A simples rejeição de contas de campanha eleitoral não pode, por si só, e sem outras considerações, conduzir à restrição dos direitos políticos, à falta de outros elementos configuradores de conduta reprovável do ponto de vista moral', justifica.
A proposta ainda prevê multa para quem tiver as contas rejeitadas, no valor da irregularidade, acrescido de 10%. Os recursos devem ser destinados para o fundo partidário, que é distribuído justamente entre as legendas.
--

Não há lista de quem votou a favor ou contra o PL Nº 3839/2012 , mas há a lista de votos do requerimento de urgência:

Orientação de cada partido


PT:
Sim

PMDB:
Sim

PSDB:
Sim

PSD:
Sim

PR PTDOB PRP PHS PTC PSL PRTB:
Sim

PP:
Sim

PSB:
Sim

DEM:
Liberado

PDT:
Sim

PVPPS:
Sim

PTB:
Sim

PSC:
Sim

PCdoB:
Sim

PRB:
Sim

PSOL:
Não

Repr. PMN:
Sim




Parlamentar
UF
Voto



DEM
Abelardo Lupion
PR
Sim
Augusto Coutinho
PE
Sim
Eli Correa Filho
SP
Não
Fábio Souto
BA
Sim
Jairo Ataide
MG
Sim
João Bittar
MG
Sim
Jorge Tadeu Mudalen
SP
Sim
Júlio Campos
MT
Sim
Lael Varella
MG
Sim
Lira Maia
PA
Não
Luiz Carlos Setim
PR
Sim
Mandetta
MS
Sim
Mendonça Filho
PE
Não
Mendonça Prado
SE
Não
Onyx Lorenzoni
RS
Sim
Pauderney Avelino
AM
Não
Paulo Cesar Quartiero
RR
Sim
Professora Dorinha Seabra Rezende
TO
Não
Ronaldo Caiado
GO
Sim
Vitor Penido
MG
Sim
Total DEM: 20   
PCdoB
Alice Portugal
BA
Sim
Assis Melo
RS
Sim
Chico Lopes
CE
Sim
Delegado Protógenes
SP
Sim
Evandro Milhomen
AP
Sim
Jandira Feghali
RJ
Sim
Jô Moraes
MG
Sim
João Ananias
CE
Sim
Manuela D`ávila
RS
Sim
Perpétua Almeida
AC
Sim
Total PCdoB: 10   
PDT
André Figueiredo
CE
Sim
Ângelo Agnolin
TO
Sim
Dr. Jorge Silva
ES
Sim
Felix Mendonça Júnior
BA
Sim
Giovani Cherini
RS
Sim
Giovanni Queiroz
PA
Sim
João Dado
SP
Sim
Manato
ES
Sim
Marcos Medrado
BA
Sim
Marcos Rogério
RO
Sim
Miro Teixeira
RJ
Sim
Paulo Rubem Santiago
PE
Sim
Reguffe
DF
Sim
Sueli Vidigal
ES
Sim
Vieira da Cunha
RS
Sim
Zé Silva
MG
Sim
Total PDT: 16   
PMDB
Alceu Moreira
RS
Sim
Antônio Andrade
MG
Sim
Arthur Oliveira Maia
BA
Sim
Asdrubal Bentes
PA
Sim
Carlos Bezerra
MT
Sim
Celso Maldaner
SC
Sim
Edinho Bez
SC
Sim
Edio Lopes
RR
Sim
Edson Ezequiel
RJ
Sim
Eduardo Cunha
RJ
Sim
Elcione Barbalho
PA
Sim
Eliseu Padilha
RS
Sim
Fabio Trad
MS
Sim
Fernando Jordão
RJ
Sim
Francisco Escórcio
MA
Sim
Gabriel Chalita
SP
Sim
Genecias Noronha
CE
Sim
Gera Arruda
CE
Sim
Geraldo Resende
MS
Sim
Giroto
MS
Sim
Henrique Eduardo Alves
RN
Sim
Hugo Motta
PB
Sim
Íris de Araújo
GO
Sim
João Arruda
PR
Sim
João Magalhães
MG
Sim
Júnior Coimbra
TO
Sim
Leandro Vilela
GO
Sim
Lelo Coimbra
ES
Sim
Leonardo Picciani
RJ
Sim
Leonardo Quintão
MG
Sim
Luiz Pitiman
DF
Sim
Marcelo Castro
PI
Sim
Mário Feitoza
CE
Sim
Marllos Sampaio
PI
Sim
Nilda Gondim
PB
Sim
Odílio Balbinotti
PR
Sim
Osmar Serraglio
PR
Sim
Osmar Terra
RS
Sim
Pedro Chaves
GO
Sim
Professor Setimo
MA
Sim
Raul Henry
PE
Sim
Renan Filho
AL
Sim
Rogério Peninha Mendonça
SC
Sim
Ronaldo Benedet
SC
Sim
Rose de Freitas
ES
Sim
Saraiva Felipe
MG
Sim
Teresa Surita
RR
Sim
Washington Reis
RJ
Sim
Total PMDB: 48   
PMN
Dr. Carlos Alberto
RJ
Sim
Total PMN: 1   
PP
Aline Corrêa
SP
Sim
Cida Borghetti
PR
Sim
Dilceu Sperafico
PR
Sim
Dimas Fabiano
MG
Sim
Esperidião Amin
SC
Sim
Gladson Cameli
AC
Sim
Iracema Portella
PI
Sim
Jair Bolsonaro
RJ
Não
Jeronimo Goergen
RS
Sim
José Linhares
CE
Sim
Lázaro Botelho
TO
Sim
Luis Carlos Heinze
RS
Sim
Márcio Reinaldo Moreira
MG
Sim
Missionário José Olimpio
SP
Sim
Nelson Meurer
PR
Sim
Paulo Maluf
SP
Sim
Renato Molling
RS
Sim
Renzo Braz
MG
Sim
Roberto Balestra
GO
Sim
Roberto Britto
BA
Sim
Roberto Teixeira
PE
Sim
Sandes Júnior
GO
Sim
Simão Sessim
RJ
Sim
Toninho Pinheiro
MG
Sim
Waldir Maranhão
MA
Sim
Total PP: 25   
PPS
Arnaldo Jardim
SP
Sim
Carmen Zanotto
SC
Sim
Dimas Ramalho
SP
Sim
Rubens Bueno
PR
Sim
Sandro Alex
PR
Sim
Stepan Nercessian
RJ
Sim
Total PPS: 6   
PR
Aelton Freitas
MG
Sim
Anthony Garotinho
RJ
Sim
Henrique Oliveira
AM
Sim
Inocêncio Oliveira
PE
Sim
Izalci
DF
Sim
Jaime Martins
MG
Sim
José Rocha
BA
Sim
Lincoln Portela
MG
Sim
Luciano Castro
RR
Sim
Lúcio Vale
PA
Sim
Paulo Feijó
RJ
Sim
Ronaldo Fonseca
DF
Sim
Tiririca
SP
Sim
Vicente Arruda
CE
Não
Wellington Fagundes
MT
Sim
Wellington Roberto
PB
Sim
Zoinho
RJ
Sim
Total PR: 17   
PRB
Acelino Popó
BA
Sim
Cleber Verde
MA
Sim
Heleno Silva
SE
Sim
Jhonatan de Jesus
RR
Sim
Otoniel Lima
SP
Sim
Vilalba
PE
Sim
Total PRB: 6   
PRTB
Aureo
RJ
Sim
Total PRTB: 1   
PSB
Ariosto Holanda
CE
Sim
Audifax
ES
Não
Dr. Ubiali
SP
Sim
Fernando Coelho Filho
PE
Sim
Janete Capiberibe
AP
Sim
Keiko Ota
SP
Sim
Laurez Moreira
TO
Sim
Leopoldo Meyer
PR
Sim
Luiz Noé
RS
Sim
Pastor Eurico
PE
Sim
Paulo Foletto
ES
Sim
Ribamar Alves
MA
Sim
Romário
RJ
Sim
Severino Ninho
PE
Sim
Valadares Filho
SE
Sim
Valtenir Pereira
MT
Sim
Total PSB: 16   
PSC
Andre Moura
SE
Sim
Costa Ferreira
MA
Sim
Filipe Pereira
RJ
Sim
Lauriete
ES
Sim
Leonardo Gadelha
PB
Sim
Nelson Padovani
PR
Sim
Stefano Aguiar
MG
Sim
Zequinha Marinho
PA
Sim
Total PSC: 8   
PSD
Ademir Camilo
MG
Sim
Arolde de Oliveira
RJ
Sim
Carlos Souza
AM
Sim
César Halum
TO
Sim
Danrlei De Deus Hinterholz
RS
Sim
Diego Andrade
MG
Sim
Dr. Paulo César
RJ
Sim
Edson Pimenta
BA
Sim
Eduardo Sciarra
PR
Sim
Eliene Lima
MT
Sim
Fábio Faria
RN
Sim
Felipe Bornier
RJ
Sim
Francisco Araújo
RR
Sim
Geraldo Thadeu
MG
Sim
Hélio Santos
MA
Sim
Heuler Cruvinel
GO
Sim
Hugo Napoleão
PI
Sim
Irajá Abreu
TO
Sim
Jefferson Campos
SP
Sim
José Nunes
BA
Sim
Junji Abe
SP
Sim
Liliam Sá
RJ
Sim
Manoel Salviano
CE
Sim
Marcos Montes
MG
Sim
Moreira Mendes
RO
Sim
Nice Lobão
MA
Sim
Onofre Santo Agostini
SC
Sim
Paulo Magalhães
BA
Sim
Reinhold Stephanes
PR
Sim
Roberto Santiago
SP
Sim
Sérgio Brito
BA
Sim
Silas Câmara
AM
Sim
Total PSD: 32   
PSDB
Antonio Carlos Mendes Thame
SP
Sim
Bonifácio de Andrada
MG
Sim
Bruno Araújo
PE
Sim
Carlaile Pedrosa
MG
Sim
Carlos Brandão
MA
Sim
Domingos Sávio
MG
Sim
Dudimar Paxiúba
PA
Sim
Eduardo Barbosa
MG
Sim
Fernando Francischini
PR
Sim
João Campos
GO
Sim
Jorginho Mello
SC
Sim
Jutahy Junior
BA
Sim
Luiz Carlos
AP
Sim
Luiz Nishimori
PR
Sim
Mara Gabrilli
SP
Sim
Marco Tebaldi
SC
Sim
Marcus Pestana
MG
Sim
Nilson Leitão
MT
Sim
Otavio Leite
RJ
Sim
Paulo Abi-Ackel
MG
Sim
Reinaldo Azambuja
MS
Sim
Ricardo Tripoli
SP
Sim
Rogério Marinho
RN
Sim
Romero Rodrigues
PB
Sim
Rui Palmeira
AL
Sim
Ruy Carneiro
PB
Sim
Vanderlei Macris
SP
Sim
Vaz de Lima
SP
Sim
Walter Feldman
SP
Sim
William Dib
SP
Sim
Zenaldo Coutinho
PA
Sim
Total PSDB: 31   
PSL
Dr. Grilo
MG
Sim
Total PSL: 1   
PSOL
Chico Alencar
RJ
Não
Ivan Valente
SP
Não
Jean Wyllys
RJ
Não
Total PSOL: 3   
PT
Afonso Florence
BA
Sim
Alessandro Molon
RJ
Não
Antônio Carlos Biffi
MS
Sim
Assis do Couto
PR
Sim
Beto Faro
PA
Sim
Bohn Gass
RS
Sim
Carlinhos Almeida
SP
Sim
Chico D`Angelo
RJ
Sim
Domingos Dutra
MA
Sim
Dr. Rosinha
PR
Sim
Edson Santos
RJ
Sim
Erika Kokay
DF
Sim
Eudes Xavier
CE
Sim
Fernando Marroni
RS
Sim
Francisco Praciano
AM
Sim
Gabriel Guimarães
MG
Sim
Geraldo Simões
BA
Sim
Gilmar Machado
MG
Sim
Henrique Fontana
RS
Sim
Iriny Lopes
ES
Sim
Jesus Rodrigues
PI
Sim
Jilmar Tatto
SP
Sim
João Paulo Lima
PE
Sim
José Guimarães
CE
Sim
Josias Gomes
BA
Sim
Leonardo Monteiro
MG
Sim
Luci Choinacki
SC
Sim
Luiz Couto
PB
Sim
Luiz Sérgio
RJ
Sim
Márcio Macêdo
SE
Sim
Marco Maia
RS
Art. 17
Marcon
RS
Sim
Marina Santanna
GO
Sim
Miriquinho Batista
PA
Sim
Nazareno Fonteles
PI
Sim
Newton Lima
SP
Sim
Padre João
MG
Sim
Paulo Ferreira
RS
Sim
Paulo Teixeira
SP
Sim
Pedro Uczai
SC
Sim
Policarpo
DF
Sim
Reginaldo Lopes
MG
Sim
Ricardo Berzoini
SP
Sim
Sibá Machado
AC
Sim
Taumaturgo Lima
AC
Sim
Valmir Assunção
BA
Sim
Vanderlei Siraque
SP
Sim
Vicente Candido
SP
Sim
Vicentinho
SP
Sim
Waldenor Pereira
BA
Sim
Weliton Prado
MG
Sim
Zeca Dirceu
PR
Sim
Total PT: 52   
PTB
Arnaldo Faria de Sá
SP
Sim
Jorge Corte Real
PE
Sim
José Augusto Maia
PE
Sim
José Chaves
PE
Sim
Josué Bengtson
PA
Sim
Paes Landim
PI
Sim
Ronaldo Nogueira
RS
Sim
Sérgio Moraes
RS
Sim
Total PTB: 8   
PTdoB
Lourival Mendes
MA
Sim
Rosinha da Adefal
AL
Sim
Total PTdoB: 2   
PV
Antônio Roberto
MG
Sim
Dr. Aluizio
RJ
Sim
Paulo Wagner
RN
Sim
Penna
SP
Sim
Rosane Ferreira
PR
Não
Sarney Filho
MA
Sim
Total PV: 6   



CENIN - Coordenação do Sistema Eletrônico de Votação

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