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sexta-feira, 18 de maio de 2012

O Bolsa Família é a união de programas que já existiam. E Lula era contra.

Nota: Sou a favor do Bolsa Família (com restrições).

Abraços,

Luiz.

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Renovação é o mote das inserções do PT. “O PT veio para mudar, inovar e renovar o Brasil”, afirmam Lula, Dilma e Haddad em outras duas inserções. O objetivo da propaganda é tornar o pré-candidato petista mais conhecido e atrelar sua figura a Lula e Dilma. O slogan da propaganda é “só se renova quem traz o novo”.
Na peça em que Dilma aparece, o marqueteiro João Santana optou por abordar os temas sociais. “Quando lançamos o Bolsa-Família, surpreendemos o mundo com algo novo”, afirmou Lula. “Lançar o Brasil sem miséria para acabar com a pobreza extrema no País, foi uma atitude nova”, emendou Dilma.


 
Em vermelho, segue trecho da Medida Provisória que criou o “Bolsa Família”:

(…) o programa de que trata o caput tem por finalidade a unificação dos procedimentos de gestão e execução das ações de transferência de renda do Governo Federal, especialmente as do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Educação - “Bolsa Escola”, instituído pela Lei n.° 10.219, de 11 de abril de 2001, do Programa Nacional de Acesso à Alimentação - PNAA, criado pela Lei n.° 10.689, de 13 de junho de 2003, do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Saúde - “Bolsa Alimentação”, instituído pela medida provisória n.° 2.206-1, de 6 de setembro de 2001, do Programa Auxílio-Gás, instituído pelo Decreto n.° 4.102, de 24 de janeiro de 2002, e do Cadastramento Único do Governo Federal, instituído pelo Decreto n.° 3.877, de 24 de julho de 2001.

O Bolsa Família, como a MP deixa claro, era só a união de programas que já existiam. E que ganharam uma nova marca. Mas isso não é tudo, não! Lula, o próprio, era contra programas dessa natureza, achava que deixava o povo preguiçoso. Foi por isso que ele lançou o tal “Fome Zero” — este, sim, ele achava “revolucionário”. Deu com os burros n’água e teve de aderir ao programa do antecessor, que tanto demonizava.

No dia 9 de abril de 2003, ele fez um discurso na presença de Ciro Gomes. Ao atacar os programas que resultaram no Bolsa Família e defender o Fome Zero, que deu errado, afirmou (em vermelho):

Eu, um dia desses, Ciro [Gomes, ministro da Integração Nacional], estava em Cabedelo, na Paraíba, e tinha um encontro com os trabalhadores rurais, Manoel Serra [presidente da Contag — Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura], e um deles falava assim para mim: “Lula, sabe o que está acontecendo aqui, na nossa região? O povo está acostumado a receber muita coisa de favor. Antigamente, quando chovia, o povo logo corria para plantar o seu feijão, o seu milho, a sua macaxeira, porque ele sabia que ia colher, alguns meses depois. E, agora, tem gente que já não quer mais isso porque fica esperando o ‘vale-isso’, o ‘vale-aquilo’, as coisas que o Governo criou para dar para as pessoas.” Acho que isso não contribui com as reformas estruturais que o Brasil precisa ter para que as pessoas possam viver condignamente, às custas do seu trabalho. Eu sempre disse que não há nada mais digno para um homem e para uma mulher do que levantar de manhã, trabalhar e, no final do mês ou no final da colheita, poder comer às custas do seu trabalho, às custas daquilo que produziu, às custas daquilo que plantou. Isso é o que dá dignidade. Isso é o que faz as pessoas andarem de cabeça erguida. Isso é o que faz as pessoas aprenderem a escolher melhor quem é seu candidato a vereador, a prefeito, a deputado, a senador, a governador, a presidente da República. Isso é o que motiva as pessoas a quererem aprender um pouco mais.

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