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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Homem moderno se relacionou com outras espécies de hominídeos, mais primitivas




O Homo sapiens pode ser mais evoluído do que outros hominídeos — mas nada que o impedisse a ter uma relação com eles.
No ano passado, descobriu-se que nossos ancestrais mantiveram relações com os neandertais na Eurásia.
Na segunda-feira, uma pesquisa da Universidade do Arizona abriu ainda mais o leque de relacionamentos do homem moderno. Eles estenderam-se a outras espécies do gênero Homo e começaram ainda na África, berço de todas elas.
O estudo, publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”, não esclarece quais espécies entenderam-se com o homem moderno. Mas, embora sua identidade ainda seja desconhecida, há um rastro delas até hoje em nossa DNA.
Um grupo de biólogos americanos, liderado por Michael Hammer, colheu amostras do material genético de diversas etnias africanas, como os pigmeus baka (Camarões), dogons (Mali), xhosas (África do Sul) e mbutis (República Democrática do Congo).
Cerca de 2% do DNA de algumas delas vinham de um ancestral com quem seus antepassados se reproduziram há 35 mil anos.
A espécie é ignorada — sabe-se apenas que seu ramo evolutivo se separou do nosso por volta de 700 mil anos atrás.
O estudo partiu de uma pergunta: se os Homo sapiens fazia sexo com os neandertais há 60 mil anos, herdando 4% de seu DNA, o mesmo não teria ocorrido na África? Afinal, o homem moderno teve companhia de sobra naquele continente por milhares de anos.
“O registro fóssil indica que havia uma grande variedade de hominídeos de transição, tanto com características modernas quanto arcaicas, em uma área que vai do Marrocos à África do Sul”, destaca, no artigo, a equipe de Hammer.
Responder à pergunta não foi fácil. Era preciso levar em conta as mutações causadas pela seleção natural e a dificuldade para recuperar o material genético de hominídeos extintos.
Hammer analisou sequências genéticas do DNA não-codificado das tribos africanas. Ali, encontrou polimorfismos em um cromossomo. A única explicação plausível, para a equipe, era que sua origem seria um hominídeo arcaico.
Além disso, enquanto os pigmeus tinham um percentual mais alto (3,6%) de uma das mutações; em outras eles eram superados, por exemplo, pelos mbutis (14,8%). E estes são exatamente os que viveram isolados mais tempo nas selvas do Congo.
“Essas informações sugerem que a África Central foi o lar de um hominídeo arcaico, que se reproduziu com os homens modernos que viviam ali”, concluíram os autores.
“Há 700 mil anos, vivia naquele continente o Homo erectus, que já tinha um cérebro grande; há 200 mil anos, já existiam indivíduos com uma morfologia moderna. E há restos de hominídeos com características primitivas de 35 mil anos atrás”.
O próximo passo, segundo os autores, é determinar a função desses fragmentos de DNA conservados até hoje pelos africanos.
No caso dos neandertais, já se sabe que eles deixaram genes que melhoraram nosso sistema imunológico.

Fonte: Extra Online

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