Para falar desse tema cada vez mais polêmico em todas as discussões energéticas, o Correio da Cidadania entrevistou o mestre em Engenharia Nuclear e doutor em Energia Joaquim Francisco de Carvalho. Para o também ex-diretor industrial da Nuclen (atual Eletronuclear), Fukushima apenas revela que a indústria nuclear continua "uma caixa preta no mundo inteiro", o que se evidencia flagrantemente neste caso, pois, mesmo com o devido acompanhamento da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), não se evitaram as falhas e negligências da empresa responsável.
No que se refere ao Brasil, Joaquim Francisco considera um despautério o investimento em novas usinas nucleares, uma vez que nossa matriz hidro-eólica folga em servir às necessidades de consumo interno. No entanto, o lobby nuclear, com espaço limitado nos países centrais, encontra guarida exatamente em países onde as instituições e políticos são mais vulneráveis. E num ministério aparelhado por Sarney não podemos esperar investimentos sensatos e voltados ao interesse público.
A íntegra da entrevista pode ser lida a seguir:
http://www.correiocidadania.com.br/content/view/5703/9/
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