Pesquisar este blog

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Nossa Vontade Está Invertida

http://stop.org.br/nossa-vontade-esta-invertida.php
Cláudia Bernhardt de Souza Pacheco*
Extrato do livro De Olho na Saúde - ABC da Psicossomática Trilógica

 
Quem de nós alguma vez na vida já não pensou, conscientemente, que o sentimento de amor pode causar muito transtorno na nossa vida, trazendo dor e sofrimento? Quem já não achou que o mundo é dos corruptos e que só os agressivos e poderosos têm o que querem nesta vida? Ou que a sinceridade pode nos trazer muitos problemas, valendo mais a pena usar uma boa máscara na sociedade dominada pela hipocrisia?

Muitos pensam que o bondoso é um bobo; o honesto é sempre passado para trás; o humilde é desprezado, e fazer coisas bem feitas é perda de tempo. Trabalhar cansa e causa estresse, estudar é só para obter um diploma, portanto esforçar-se para subir na vida é uma coisa de careta – o bem é conseguir o máximo de vantagens sobre os outros com um mínimo de esforço: é a lei da selva humana chamada sociedade.

Pois bem, estamos aqui tratando daquilo que se chama inversão de valores, causada por nossa vontade invertida, igualmente. Estou querendo dizer que nós temos duas normas de valores: uma racional, ética, e outra “prática”. Como se pensássemos: “na prática a teoria é outra” e para você não ser esmagado na vida pelos mais fortes, “tem que aprender a se defender com as mesmas armas” que não são as mais louváveis...

Aí dá-se início a uma série de comportamentos antinaturais, pois na realidade a estrutura do ser humano, que pela sua natureza é boa, bela e verdadeira, só se dá bem com uma conduta de acordo, ou seja, ética.

Nossa vontade quer o que nos faz mal

Todos nós gostaríamos de ser elegantes, ter boa aparência, mas 40% da população é de obesos. Ou seja, diante de um sorvete, ou um prato de macarronada, não conseguem se frustrar e seguem a vontade (invertida!). De manhã cedo, ao acordar, praticamente todos gostariam de desligar o despertador e ficar mais tempo na cama, espreguiçando ou tirando o sono atrasado – e na verdade o melhor seria pular dela, fazer exercícios, o que faz um enorme bem à saúde, tomar uma boa ducha e partir bem humorados para uma nova jornada de realizações.

Outro problema: o cigarro. Todos, absolutamente todos já têm consciência de que fumar é encurtar sensivelmente o tempo de vida e não só – é reduzir drasticamente nossa qualidade de vida, fabricando muitas doenças relacionadas ao tabagismo. O álcool é igualmente um veneno, não só para o fígado, mas para nossos neurônios, circulação etc. E nós, chamados de “seres racionais”, adotamos hábitos altamente destrutivos que podem ser vistos como o resultado de desejos inconscientes de morte.

Outro exemplo muito interessante dessa vontade invertida é com relação ao uso que fazemos de nosso tempo livre, seja ele em fins de semana, ou nas férias. Muito frequentemente as pessoas voltam mais cansadas na segunda-feira, após um domingo “sem fazer nada” ou depois de um feriado prolongado.

Uma pesquisa realizada com executivos no México, a respeito de seus níveis de estresse, concluiu que  todos retornavam de férias com índices maiores desse problema do que antes do período de descanso, quando estavam em atividade normal.

Um dos maiores problemas de como o ser humano é invertido, está relacionado ao sonho que muitos têm de poder se aposentar o mais breve possível e passar o resto da vida fazendo somente aquilo que gostam. Quando finalmente se aposentam, acabam caindo em forte depressão, terminam por brecar todo o tipo de atividade, criam uma porção de doenças e morrem cedo.

Nossa vontade é contra a nossa consciência?
 

Aparentemente tudo, ou quase tudo que nos faz bem, nós temos a tendência de rejeitar. Estudar, trabalhar, fazer exercício, comer certo e moderadamente, dormir cedo e o número de horas necessárias, fazer o bem ao próximo, ter tolerância com os problemas do dia-a-dia, manter uma conduta otimista, conciliadora, não ceder à tentação de fazer ou dar ouvidos às intrigas, controlar nossa inveja, preguiça, sermos realistas, enfim, se quisermos estar de acordo com o que é bom e saudável para nós, teremos que contrariar constante­mente nossa vontade invertida. Nossa consciência nos manda para um lado e nossas emoções para outro e só quando conseguimos sintonizar nossa vontade com nossa consciência é que nos sentimos bem, em paz e em condições de ter um sono tranqüilo.

Se guiados pela natureza, pelos nossos instintos, todos os nossos atos serão bons e saudáveis. Os instintos dos seres vivos são para a vida e não para a morte, como Freud acreditou. O que está perturbada é somente a nossa vontade, que, igualmente pela natureza é boa, mas em qualquer ponto da história humana, nós a deturpamos e com isso acarretamos toda a sorte de problemas, doenças, sofrimentos, sejam eles orgânicos, psíquicos ou sociais.

Em outras palavras, nossa vontade originalmente estava de acordo com as leis universais que regem todos os organismos vivos, quer sejam conscientes ou não. Éramos como os pássaros que voam felizes e livres, sem questionar o por quê de termos que voar, ou sem querer aprisionar em gaiolas os nossos semelhantes. Trabalhávamos pelo bem de nossa espécie, assim como as formigas e as abelhas o fazem, sem que lutas de poder ou inveja transtornassem a paz de nossas comunidades. A isso, Keppe chama de Paraíso na linguagem trilógica.

Interessante é que os estudos de genética, cada vez mais adiantados, mostram que no nosso código genético, existem certas perturbações inseridas "artificialmente" dentro dele, ou seja, são degenerações de nosso código natural, original, para as quais os cientistas não tem explicação.

Nessas perturbações estão incluídos certos comandos chamados de "stop" e que são responsáveis pela morte das células. Não houvessem esses códigos e os chamados radicais livres (que nada mais são que desequilíbrios nos elétrons das células) provavelmente teríamos vida eterna, ou quase, fazendo crer que a história contada no gênesis não estava errada quando falou que Adão e Eva não deveriam morrer e que isto só ocorreu devido à uma "desobediência" que ambos fizeram às orientações divinas. Ou seja, de repente, em alguma época da história de nossos ancestrais, eles resolveram agir de forma diferente às das leis naturais usando erroneamente a sua vontade. Foi a primeira vez que seres humanos, como disse o filósofo Kant, usaram da sua "liberdade" para dizer "não" as leis universais. E com isso transtornaram o funcionamento de sua natureza: uma unidade inseparável entre mente e corpo, entre vontade e saúde, entre consciência e equilíbrio. A morte estava, nesse momento, inserida no nosso código genético e não há nada que possamos fazer, nesta altura, para evitá-la, mesmo que batalhões de cientistas estudem incansavelmente como corrigir essas falhas através da engenharia genética.

Ética, saúde e genética

As enfermidades entraram na nossa genética através do nosso psiquismo, alterando o funcionamento de nossa psico-energética e é somente através da correção dos erros psíquicos é que poderemos caminhar para a restauração da mesma. Ou seja, a ciência caminha, finalmente, para a compreensão de que o ser humano não é um feixe de substâncias químicas, que nossos processos vitais são conseqüências de forças energéticas que interagem, formando a matéria orgânica e suas leis de funcionamento. E energia tem muito mais a ver com idéias, sentimentos, vontades e atitudes do que se imagina, assim como saúde tem muito mais a ver com bons sentimentos e ações.

Portanto, existe ainda uma postura muito atrasada por parte dos cientistas que querem resolver o problema da genética pelo caminho oposto, ou seja, não querendo perceber que as falhas nos nossos genes são de origem energética, mais ligados ao funcionamento de nossa mente e com conseqüências a nível orgânico, material. Assim como a nova física de Tesla e Keppe já sabe, que as partículas têm sua origem na energia (e não vice versa, idéia ultrapassada como a de que matéria é que gera energia), nossa vida orgânica tem origem na nossa vida energética, ou psico-energética, vindo a resultar num todo indissolúvel entre o que os antigos gregos chamavam de Psique (alma) e corpo, tendo o primeiro elemento importância maior.

Voltando à questão de nossa vontade invertida, é de extrema importância a sua compreensão, para que possamos dar uma ajuda maior à nossa natureza nos cuidados com nossa saúde.

 

*Cláudia Bernhardt de Souza Pacheco, vicepresidente da SITA - Sociedade Internacional
de Trilogia Analítica, psicanalista e escritora.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Follow by Email