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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Dilma desmatando o IBAMA



 
A última do governo Dilma foi a redução das prerrogativas do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). De agora em diante, somente infrações previstas em lei federal serão fiscalizadas pelo órgão. As demais serão fiscalizadas por órgãos estaduais.
 
Tradução: não serão fiscalizadas, pois todos nós sabemos que tais órgãos sofrem pressões “políticas” de toda sorte.
 
Sabemos que o Ibama está praguejado pela corrupção e que, além disso, mesmo quando não se trata de corrupção, os fiscais usam, muitas vezes, critérios absurdos na caracterização de infrações à legislação ambiental.
 
Contudo, ruim com ele, pior sem ele. O que caberia fazer para proteger, de fato, o meio ambiente seria moralizar o órgão. Identificar os funcionários corruptos e demiti-los. Jamais tirar a competência do órgão para atuar em várias situações.
 
A inconsciência da sociedade brasileira em relação ao meio ambiente é muito grande, de modo que não há pressão de opinião pública em favor de uma ação eficaz no campo da proteção ambiental. Por mais que entidades da sociedade civil se esforcem em divulgar os perigos da devastação da natureza, as pessoas não se sensibilizam e não ajudam o Ibama na sua tarefa protetora.
 
Os partidos políticos, de maneira geral, não se interessam pelo assunto. O Partido Verde seria uma exceção, se não se tratasse de um partido eco-capitalista, o que faz com que ele denuncie apenas uma parte das agressões ao meio ambiente. As que são praticadas pelas empresas capitalistas – geralmente as de maior gravidade – não são objeto de sua atenção.
 
O capitalismo, como todos sabemos, é o regime do desperdício, pois o desperdício faz parte do processo de acumulação de capital. Vivendo numa sociedade capitalista, desde a descoberta, o povo brasileiro desenvolveu uma cultura do desperdício que chega a causar espanto em pessoas que vivem em países ricos. Não temos o hábito da reciclagem, da conservação de alimentos, da moderação do consumo.
 
Enquanto esta situação não for alterada, será impossível defender eficazmente o meio ambiente.
 
As perspectivas, contudo, não são nada boas e pioraram ainda mais com essa absurda redução das atribuições do Ibama.
 

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