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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Vacinas e Autismo: O que as estatísticas mostram

Veja também: Vacinas x Autismo: EUA Recompensou Secretamente por Danos pela Vacina 83 Crianças que Ficaram Autistas


Como relata o site Asociación para vencer el Autismo y Transtornos del desarrollo:

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) têm negado por muitos anos uma possível ligação entre o mercúrio presente em vacinas e a desordem do espectro do autismo (DEA). No entanto, em outubro de 2011, o CDC foi pego deliberadamente falsificando dados para tentar encobrir evidências ligando o mercúrio presente nas vacinas à DEA.

Para ocultar todos os dados incriminatórios da vacina, o CDC tinha entregado seu enorme banco de dados de registros de vacinas a uma empresa privada, que de forma eficaz pronunciou-o interditado para os investigadores e prevenção de divulgação dos dados através da Lei de Liberdade de Informação (FOIA).

No entanto, isso não impediu a Coalition for Mercury-Free Drugs (CoMeD). Durante um inquérito através da FOIA foi descoberto, como se suspeitava, que o mesmo estudo dinamarquês original que o CDC designou como "prova definitiva" de que o Timerosal não aumenta as chances de uma criança desenvolver DEA, na verdade, revelou exatamente o oposto como verdade. A pesquisa dinamarquesa é irrefutavelmente clara sobre os resultados: * O Timerosal presente nas vacinas aumenta as chances de uma pessoa desenvolver o autismo e outras doenças neurológicas. *

Nos Estados Unidos, pelo menos uma em cada 100 crianças vacinadas sofre com DEA, enquanto que apenas 1 em cada 2.000 crianças não vacinadas tem a doença. Em países europeus como a Islândia, onde as crianças recebem apenas um terço do número de vacinas, apenas 1 em cada 30.000 crianças tem DEA. Nos EUA, atualmente, 1 em cada 88 crianças tem DEA, de acordo com uma declaração feita pelo CDC, em março de 2012, citando as estatísticas do ano de 2008. Nesses estados dos EUA, onde as crianças recebem o maior número de vacinas, ou onde as crianças se tornam relativamente mais vacinadas, como por exemplo, em Utah e Nova Jersey, cerca de 1 em 47 crianças desenvolvem DEA. Em comparação, no estado predominantemente rural de Iowa, onde as crianças são menos vacinadas, 1 em cada 718 crianças tem autismo.

Se a tendência do aumento global tem sido consistente desde 2008, o que parece ser o caso, então, 1 em cada 63 crianças nos EUA agora tem DEA (ano de 2012). Não é preciso ser um cientista para dar sentido a esta tragédia feita pelo homem.

A FDA não é um espectador inocente nesta conspiração contra a saúde do povo americano. Tanto o CDC quanto a FDA tentaram esconder de pais preocupados que as vacinas ainda contêm mercúrio. Em uma audiência recente, a FDA sem querer admitiu que as vacinas da gripe agora rotineiramente dada aos bebês de apenas seis meses de idade contém esta substância tóxica, de acordo com *Courthouse News Service* sexta-feira, 23 de março de 2012.

"A Food and Drug Administration não é responsável pela aprovação de um conservante à base de mercúrio nas vacinas, porque as vacinas livres de mercúrio mais caras estão disponíveis mediante solicitação", declarou um juiz federal. "As vacinas contra a gripe com Timerosal (que contém mercúrio) são necessárias para garantir uma oferta suficiente a um preço razoável", de acordo com a decisão.

O problema com esta "solução" questionável para supostamente evitar o envenenamento por mercúrio de bebês americanos é que a maioria dos médicos nem informam os pais sobre o que realmente contém as vacinas contra a gripe, nem recomendam as outras opções menos tóxicas. A maioria dos pais ainda confiam no pediatra do seu filho e fazem o que lhes é dito. E por que pagar por uma vacina cara, quando há uma mais barata disponível, especialmente quando o médico insiste que a vacina (que contém mercúrio) é completamente segura? A FDA não tem a intenção de pendurar um cartaz na parede do escritório de um pediatra que poderiam diz algo como isto: "Atenção pais: cuidado com a vacina contra a gripe que seu filho esta recebendo hoje pois contém mercúrio que causa danos ao cérebro".

"Embora o uso de conservantes que contêm mercúrio tenha diminuído nos últimos anos com o desenvolvimento de novos produtos formulados alternativos ou sem conservantes, o timerosal foi usado em algumas preparações de imunoglobulinas, não venosos, antígenos com teste na pele, e produtos oftálmicos e nasais, além de certas vacinas", escreve a FDA em seu site sobre o timerosal nas vacinas (www.fda.go).

O timerosal é um composto à base de mercúrio que é aprovado pela FDA como conservante da vacina, o que o torna perfeitamente legal para os médicos injetarem esta potente neurotoxina em bebês. Além disso, médicos e empresas farmacêuticas não são mais responsabilizados por danos causados pelas vacinas, incluindo a morte.

Uma vacina comum contra a gripe contém 25 microgramas de mercúrio e a Agência de Proteção Ambiental (EPA) estipula um limite de segurança de 5 microgramas. Exemplo disso, as crianças que são vacinadas contra a gripe recebem mais de 500 por cento a mais de mercúrio em um dia do que é considerado seguro pela agência governamental muito responsável por manter-nos a salvo das
toxinas ambientais.

A FDA também evita informar ao público de que o fosfato de alumínio adicionado à estas vacinas aumenta grandemente a toxicidade do mercúrio, transformando assim o nível de *tolerância mínima ao mercúrio* em uma piada completa - a piada que pode causar danos cerebrais graves à uma criança que não desconfia, e sofrimento e dificuldade financeira incalculáveis para seus pais. Depois de milhões de pais descobrirem que seus filhos se tornaram autistas depois de receber a vacina, houve um aumento maciço em ações judiciais coletivas contra as empresas farmacêuticas produtoras de vacina, Wyeth, GlaxoSmithKline Plc, Merck & Co. e Sanofi-Aventis SA. Como resultado, os fabricantes de vacinas ameaçaram a administração de Obama de que eles iriam parar juntamente de produzir vacinas a menos que eles recebessem imunidade completa contra os processos por danos causados pelas vacinais.

Em 2010, o Supremo Tribunal de Justiça aprovou uma nova lei que concedeu à essas gigantes farmacêuticas a imunidade solicitada. Desde então, elas têm o reino livre para acondicionar qualquer tipo de compostos tóxicos em suas vacinas, e ninguém pode detê-los. Ao adicionar ingredientes tóxicos e cancerígenos às suas vacinas, geram um número sempre crescente de novos pacientes que necessitam de tratamentos médicos que consistem principalmente de medicamentos que eles também produzem.

Os encobrimentos por parte do CDC e da FDA deixaram para os responsáveis ​​a enorme epidemia de autismo, a qual começou quando o mercúrio e os adjuvantes foram adicionados pela primeira vez às vacinas. Sem essa conspiração elaborada contra o povo, as ações judiciais por difamação decorrentes dos danos permanentes das vacinas em crianças teriam falido vários governos, incluindo os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, e quase toda a indústria farmacêutica.


Fonte: http://www.anovaordemmundial.com/2015/08/donald-trump-se-opoe-as-vacinas-e-alerta-sobre-autismo.html#ixzz3iiokx2rF

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

[Charlie Hebdo] Ainda Há Esperança para a Humanidade

Fonte: change.org

Em meio à escuridão e à desolação, sempre há um raio de luz. Lassana Bathily, um jovem muçulmano do Mali, iluminou uma semana que de outra forma teria sido completamente sinistra. Lassana Bathily salvou várias vidas ao esconder vários clientes do supermercado kosher que foi alvo de um atentado no dia 9 de janeiro, uma sexta-feira.
“Fui ao frigorífico [do supermercado], abri a porta e várias pessoas entraram comigo. Disse a elas para se acalmarem e não fazerem ruído”, afirmou ele à emissora de TV francesa BFMTV. Com isso, mais de 12 pessoas escaparam de uma morte quase certa.
Quando saiu do supermercado, a polícia o prendeu e o manteve algemado por uma hora e meia, assumindo que este homem negro era inevitavelmente um dos terroristas. Quando a polícia se deu conta do erro, o interrogaram e ele mostrou aos policiais o mapa do local, o que facilitou a ação da polícia.
Este jovem de 24 anos é especialmente humilde. “Sou muçulmano praticante. Já havia feito minhas orações neste local. E sim, eu ajudei vários judeus. Nós somos irmãos. Não é uma questão de ser judeu, cristão ou muçulmano, estamos todos no mesmo barco”, disse ele.
Este herói cidadão é um exemplo. Era um cidadão sem documentos quando chegou à França, conseguiu emprego em um supermercado judeu, e salvou a vida de 15 pessoas judias. Quinze pessoas. Simples assim.
Temos muitas lições para aprender com esta história. Os estereótipos fizeram com que a polícia perdesse uma hora e meia numa situação em que cada minuto conta. Mas a história de Lassana é também uma lição sobre os benefícios da solidariedade, o verdadeiro significado de qualquer religião.

Esclarecendo o Atentado ao Charlie Hebdo

ESCRITO POR RAMEZ PHILIPPE MAALOUF   
QUI, 22 DE JANEIRO DE 2015

Correio da Cidadania
Os atentados na França ao semanário Charlie Hebdo, o tiroteio em Montrouge e sequestro no mercado kosher resultaram no assassinato de pelo menos 17 pessoas, dos quais 12 eram os jornalistas e chargistas do semanário e três supostos terroristas, autores dos atentados, entre os dias 7 e 9 de janeiro de 2015. Segundo a mídia ocidental, notória por sua “objetividade” serva dos interesses do poder global dos EUA, os dois irmãos terroristas Said e Chérif Kouachi atacaram a equipe de redação por causa da publicação das caricaturas do profeta Mohammed, sempre retratado em situações degradantes. Os dois irmãos supostos autores do atentado seriam “muçulmanos radicais” que invadiram o prédio do jornal aos gritos de “Allah u Akbar!!!” (“Deus é grande!!!”).

As imagens confusas mostradas pela mídia ocidental mostraram apenas homens mascarados atirando nas ruas. Segundo a mesma mídia ocidental, os dois terroristas seriam altamente profissionais e que um deles teria deixado cair a carteira de identidade ... verdadeira, o que teria facilitado a identificação dos autores (e até mesmo a religião deles) em poucos segundos de investigação.

Na verdadeira caçada humana empreendida pela polícia e forças de segurança francesas, os dois supostos assassinos teriam sido encurralados e mortos na cidade de Dammartin-en-Goële. Um dos policiais envolvidos na caçada teria se suicidado. De qualquer forma, o ataque ao jornal foi um ato covarde e atroz não porque foi um atentado contra “liberdade de expressão”, que não é um valor e nem um direito absolutos, mas, sim, porque foi um ato contra a vida. Por este motivo, todas as lideranças muçulmanas e todos os governos árabes repudiaram e condenaram duramente o atentado.

Reforçando o ódio ao Islã

Tomando a narrativa veiculada pela mídia ocidental como verdadeira, faremos algumas breves considerações sobre este crime hediondo. Em primeiro lugar, o semanário Charlie Hebdo teria sido fundado no espírito dos protestos de maio de 1968, adotando uma linha “anarquista”, onde se caracterizava pelas charges “iconoclastas”. Segundo a mídia ocidental, a partir dos atentados de 11 de setembro de 2001, nos EUA, o semanário passou a ter uma linha de ataque ao chamado “extremismo islâmico”, dedicando inúmeras charges de “sátiras” às religiões. Em 2006, teria reproduzido as caricaturas do profeta Mohammed publicadas originalmente num jornal dinamarquês, que gerou protestos nas comunidades muçulmanas em todo o mundo, pois a religião islâmica condena a representação imagética do profeta, o que é considerado uma idolatria.

A partir de então, o semanário francês passou a sofrer ameaças. O fato é que observando as charges do Profeta e dos muçulmanos publicados pelo jornal, nota-se claramente a intenção de vilipendiar as imagens do profeta Mohammed, dos muçulmanos e da própria religião islâmica, muito longe da suposta crítica aos “extremistas islâmicos”. Há charges também ofensivas e degradantes dos personagens centrais do cristianismo. Os judeus são retratados de forma diversa, pois o jornal deixa explícito que os judeus caricaturizados são os “maus judeus”. Foram raras as charges de personagens bíblicas do judaísmo. As charges publicadas mostram os muçulmanos e o profeta Mohammed sempre da forma mais degradada possível e em frequentes cenas explícitas de sodomia, que remetem a uma obsessão com a homossexualidade. Além do racismo explícito, há homofobia.

Não há dúvidas de que, em que pese o passado supostamente “anárquico” e “libertário”, a revista prestou(a) grandes serviços à islamofobia e ao ódio aos árabes (que não têm sequer o direito de ser considerado antissemitismo), disseminados na Europa pelos partidos políticos ditos de extrema- direita, que certamente “lucraram” duplamente: primeiro com uma revista dita de esquerda que dissemina racismo; segundo, com o atentado supostamente cometido por dois extremistas “islâmicos”, mais uma justificativa para o ódio aos imigrantes.

Neste sentido, não podemos nos furtar em dizer que a Charlie Hebdo colabora, coopera e se alia taticamente com a “extrema-direita” francesa e, sobretudo, europeia, que vê nos imigrantes a causa do desemprego que se abate na Europa desde o início da crise econômica em 2008. No entanto, esta islamofobia, nada inocente da revista francesa, não podemos deixar de recordar, é um excelente instrumento para a geoestratégia imperial ianque de subjugar o mundo árabe-muçulmano e a África, visando conquistar a hegemonia mundial.

Há cerca de 6 milhões muçulmanos (descendentes de árabes principalmente, mas também de africanos subsaarianos) vivendo na França, que correspondem a mais de 10% da população do país. A grande maioria é pobre subempregada e desempregada, habitando as periferias das grandes e médias cidades, não sendo difícil o ingresso no mundo do crime, alvo fácil e preferencial da segregação/repressão social-policial. Estes muçulmanos são majoritariamente oriundos dos países colonizados pela França entre os séculos 19 e 20.

O preconceito das elites social-política-econômica francesas não recai apenas sobre os muçulmanos, mas também sobre os demais africanos e asiáticos não muçulmanos (nos quais se incluem os árabes não muçulmanos), europeus orientais e os ciganos. Em outubro de 2013, o ódio aos ciganos gerou um escândalo nacional, quando uma adolescente de origem cigana foi deportada, por ser imigrante ilegal, para o país de origem, o Kosovo, um protetorado ianque não declarado, onde grassa um Estado racial nos moldes de Israel e dos EUA (até a década de 1960). Ao chegar deportada no país eslavo e vassalo dos EUA, a criança foi linchada e por pouco não foi assassinada; seu destino atual é desconhecido.

O Ocidente armou e treinou os assassinos

Se os irmãos Kouachi são verdadeiramente os assassinos dos 12 jornalistas e chargistas do Charlie Hebdo, conforme os informes da mídia ocidental, somos obrigados a responsabilizar primeiramente o governo francês pelo massacre ao semanário, pois, segundo o jornal ianque USA Today, publicado no dia seguinte ao crime, os dois irmãos assassinos lutaram na Síria para derrubar o governo nacionalista e laico do Ba’ath do presidente Bashar al-Assad, um aliado do Irã, da Rússia e da China.

Os dois supostos assassinos foram, até 2012, integrantes dos grupos “rebeldes armados”, um eufemismo ocidental para denominar os terroristas mercenários wahhabitas (membros da seita extremista herética do Islã, disseminada mundial e oficialmente pelo reino da Arábia Saudita), armados, treinados e contratados pelos EUA e vassalos regionais (especialmente pela Turquia, Israel e Arábia Saudita). Os mercenários eram recrutados primeiramente para lutarem no Exército da Síria Livre (ESL) e na Frente al-Nusra (a ala síria da al-Qaeda), e, a partir de 2014, no Daesh(o “Estado Islâmico do Iraque e do Levante”), com o objetivo explícito de derrubarem o governo nacionalista sírio e o implícito de destruir o país árabe berço do cristianismo, para abrir caminho a um ataque ao Irã no futuro.

Não é segredo para ninguém que a França tem uma participação privilegiada na geoestratégia ianque de desestabilização do Oriente Médio. Os franceses deram início à desestabilização da Síria, em 2004, por meio do envio da resolução 1559 à votação na ONU, que exigia a retirada das tropas sírias estacionadas no Líbano desde 1976. Pelo fato de Bashar al-Assad ter se recusado, ao contrário do que fizera seu pai Hafez em 1990, a participar da coalizão liderada pelos EUA para o segundo ataque/invasão do Iraque, em 2003, a Síria foi colocada na lista do “eixo do mal” (ao lado do Irã e Coreia do Norte) pelo governo de George W. Bush. Como a França se recusou a participar da segunda invasão do Iraque, Jacques Chirac elaborou a tal resolução que desestabilizava as relações sírio-libanesas, visando se reaproximar da Casa Branca.

Entretanto, as tropas sírias que ocupavam o Líbano desde 1976, durante a Guerra Civil (1975-90), já estavam sendo retiradas lentamente desde a posse de Bashar al-Assad, em 2000, enquanto que o exército israelense permanecia ocupando um pequeno território libanês, as Fazendas de Shebaa. Quando, finalmente, as tropas sírias saíram do Líbano, sob pressão, sobretudo, da França e dos EUA, Israel promoveu a quinta grande invasão do Líbano, no verão de 2006, que exterminou mais de 1.200 árabes (libaneses e palestinos). A invasão israelense deveria alastrar a guerra para a Síria, para romper a aliança entre sírios, iranianos e o grupo xiita Hizbollah, mas seria neutralizada pela resistência árabe armada liderada pelo grupo libanês xiita, que expulsou os israelenses do Líbano.

Quando o grosso das tropas ianques foi retirado do Iraque, em 2010, sendo a maioria deslocada para o Afeganistão, França e EUA retomaram a geoestratégia de desestabilização da Síria, em março de 2011, na onda da “Primavera Árabe”. Recrutaram secretamente terroristaswahhabitas, os “rebeldes”, para derrubar o governo de Bashar al-Assad e destruir a Síria, numa geoestratégia semelhante à adotada no Afeganistão (1978), em Nicarágua (1980) e menor escala no Iraque (1991, 2003).

Com as repetidas vitórias do governo sírio sobre os terroristas, no verão de 2013, os EUA repetiram o roteiro adotado no Iraque, em 1988 (sobre o suposto ataque das tropas iraquianas à aldeia iraquiana-curda de Halabja, na verdade, realizado acidentalmente por tropas iranianas), com apoio da mídia ocidental, e fizeram parecer um ataque químico a um bairro de Damasco como de autoria do governo sírio. Desta vez, com a internet, a mentira que foi bem-sucedida com Saddam Hussein foi facilmente refutada no caso sírio.

A contínua repartição territorial da África e da Ásia

No entanto, presidente ianque Obama não pode recuar nem na acusação e nem na ameaça de ataque à Síria, que supostamente teria ultrapassado a “linha vermelha” estabelecida por Washington D.C. Sem provas concretas de que Assad ordenou o ataque químico, a Inglaterra se negou a participar da guerra dos EUA à Síria, somente a França foi o único país a apoiar a declaração de guerra de Obama aos sírios, que poderia ter aberto o caminho para uma Terceira Guerra Mundial, uma vez que Rússia, Irã e China já deslocavam tropas para as proximidades da Síria, caso o presidente russo Vladimir Putin não interviesse diplomaticamente, evitando o muito pior. Hoje o governo sírio controla apenas 40% de seu território e continua enfrentando a invasão mercenária wahhabita, patrocinada pelos EUA e França.

No último trimestre de 2014, enquanto Barak Obama fazia o Congresso dos EUA aprovar lei autorizando o envio de US$ 500 milhões para os “rebeldes sírios”, o presidente francês declarava que a França estava enviando mais armas aos “rebeldes” na Síria, isto é, estava armando os terroristas, entre os quais os irmãos Kouachi, que retornaram à França para atacar o semanárioCharlie Hebdo. Uma grande parte dos mercenários wahhabitas patrocinados pelo Ocidente que ataca a Síria, o Iraque e a Líbia é de origem europeia e sequer tem descendência árabe ou africana. As potências ocidentais temem o retorno destes terroristas aos seus países de origem, se as guerras no Oriente Médio e no norte da África terminarem.

O ativismo militar francês contra os países muçulmanos, do qual a islamofobia alimentada peloCharlie Hebdo e pela direita francesa serve como combustível, não se restringe à Síria e nem ao Iraque. A França liderou, ao lado da Inglaterra, as forças da OTAN que atacaram e destruíram a Líbia, em 2011, sob ordens dos EUA, durante a chamada “Primavera Árabe”. Mais de 150 mil líbios foram exterminados em 8 meses, “apenas” durante os bombardeios de saturação, que expulsaram mais de 2 milhões de líbios e imigrantes africanos subsaarianos, num país cuja população mal alcançava a cifra de 6 milhões de pessoas.

Com a destruição da Líbia, pela OTAN, em ação conjunta com os ataques dos mercenárioswahhabitas, não foi surpresa a desestabilização da África Central e Ocidental, abrindo caminho para o surgimento e alastramento de mais grupos armados wahhabitas (denominados pelas mídias ocidentais de “terroristas islâmicos” ou “jihadistas”), em países como Nigéria, Níger, Mali, Chade, Costa do Marfim e a República Centro-africana (RCA), dos quais se destaca o Boko Haram, atuante no norte da Nigéria. Na RCA, as tropas francesas armam milícias “cristãs” contra as comunidades muçulmanas do país.

A vassalagem francesa

O surgimento destes grupos de extremistas wahhabitas, patrocinados direta ou indiretamente pelos EUA e seus vassalos locais, regionais e internacionais, servem de justificativa para as intervenções armadas do Ocidente na África Central, sob o (falso) pretexto de combatê-las. A França tem desempenhado este lamentável papel, sob ordens dos EUA, desde o final da década de 2000, quando assumiu responsabilidades pelo genocídio de Ruanda, quando, na verdade, as tropas mercenárias de Paul Kagame, patrocinadas pelos EUA, foram as principais responsáveis pelo genocídio.

A Guerra de Ruanda (1990-94) é considerada pelos geoestrategistas como a guerra dos EUA para expulsar a França da África Central e da região dos Grandes Lagos. Uma vez reestabelecida a vassalagem de Paris a Washington D.C., em 2007, os franceses passaram a ter sinal verde para atuar em sua antiga área de influência, cuja população muçulmana é expressiva, com o objetivo de expulsar a presença chinesa da África. Na Ásia, um outro país de maioria muçulmana também mantido sob ataque francês foi o Afeganistão, invadido pelos EUA, Irã, França e OTAN em outubro de 2001, como resposta aos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

Assim sendo, testemunhamos a ambiguidade francesa, que ao mesmo tempo em que estimula internamente o ódio aos imigrantes (africanos e asiáticos), a islamofobia, o racismo, enfim, favorece e patrocina o terrorismo wahhabita nos países que ataca na Ásia e na África. Não podemos deixar de apontar, portanto, o governo francês como co-autor do atentado ao Charlie Hebdo, ao armar, treinar e financiar estes extremistas no Oriente Médio e na África. Lembrem-nos que os supostos terroristas que assassinaram os chargistas foram executados pela polícia.

Por este motivo, podemos enquadrar as charges racistas do jornal Charlie Hebdo e os ataques terroristas ao jornal e ao mercado kosher, em Paris, na segunda semana de janeiro de 2015, como mais um caso de “choque de civilizações”. O termo inicialmente criado pelo historiador britânico Bernard Lewis, que foi alto funcionário do Departamento de Estado dos EUA, no final da década de 1970, no célebre artigo “As raízes do ódio muçulmano” na revista neoconservadora The Atlantic, em 1990, foi adotado pelo politólogo ianque Samuel Huntington, no célebre artigo homônimo publicado na revista Foreign Affairs, em 1993. O artigo se desdobraria num livro também homônimo publicado em 1997. No artigo e no livro, Huntington afirma que a cultura, e não mais a “razão de Estado” e a economia, seria a causa última dos novos conflitos que surgiriam no mundo após o fim da União Soviética e da Guerra Fria. Por isto, as guerras não seriam mais entre Estados, mas entre culturas cuja expressão máxima é a “civilização”. A base de cada civilização, de cada cultura, é a religião.

Na verdade, o livro Choque de Civilizações de Huntington é também um livro de geoestratégia que preconiza a necessidade de o Ocidente impedir a aliança do mundo muçulmano (a “civilização islâmica”, como diz o politólogo) com a China, pois caso esta aliança ocorra, os EUA perderão o controle sobre a Eurásia, a area-pivot do poder mundial. Trata-se, portanto, de uma “receita” para o imperialismo anglo-saxão manter e aprofundar sua hegemonia mundial.

Por este motivo, as charges ofensivas às religiões cristã e islâmica do semanário francês e o atentado terrorista ao jornal são instrumentos perfeitos da estratégia de “choque de civilizações”, pois demonstram aos povos dos países membros da OTAN que o enfrentamento do Ocidente contra o mundo muçulmano é inevitável.

Por este motivo, a eterna Guerra ao Terror, iniciada ainda no governo Ronald Reagan e inflada a partir do 11 de Setembro pelo ditador (ao estilo romano) George W. Bush, não é direcionada ao extremismo wahhabita – financiado pela Inglaterra desde 1811 para enfraquecer o então Império Otomano –, mas, sim, contra a Rússia e China, que já é, desde 2014, a maior economia do planeta, visando a hegemonia mundial absoluta.

O ataque “terrorista islâmico” ao Charlie Hebdo surge num momento oportuno para os EUA, Inglaterra e Israel, os verdadeiros fomentadores da geoestratégia do “choque de civilizações” (terá sido uma mera coincidência?). De um lado, governo francês estava reconhecendo que as sanções contra a Rússia deveriam terminar, por outro, o parlamento francês estava prestes a reconhecer a Palestina como Estado soberano, acompanhando a decisão de vários países europeus.

Estas ações independentes do governo francês devem ser revertidas em decorrência do lamentável episódio, enquadrando a França aos ditames de Washington D.C. (algo não muito diferente da Guerra de Ruanda, nos anos 1990, o reingresso da França na OTAN, em 2007, e a prisão do francês Domenic Strauss-Kahn, então diretor-geral do FMI, pelos EUA, em 2011). Com os EUA e sua casta racial de proprietários, não há aliança, há vassalagem. Todos os países que tentaram se aproximar, de forma soberana, com os EUA sofreram e sofrem duras represálias: Iugoslávia, Iraque, Irã, Síria, Líbia talvez sejam os casos mais notórios, para não falarmos da Rússia e da China.

Uma farsa?

Os atentados exacerbaram a islamofobia, que já estava em ascensão desde o início da crise econômica europeia em 2008. O ódio aos muçulmanos está nas praças públicas no velho e degradado continente, seja através de manifestações ou mesmo de agressões físicas, alimentando e sendo alimentado pelos partidos da chamada “extrema-direita”, nem todos muito simpáticos à hegemonia anglo-saxã-sionista-liberal sobre a União Europeia (UE), como é o caso da Frente Nacional na França, liderado pelo clã Le Pen. Sendo assim, estes grupos extremistas de direita são, no presente momento, os maiores beneficiados politicamente no curto prazo. Tendo o Partido Socialista francês adotado uma agenda ultra-liberal, e, portanto, de extrema-direita, a popularidade do presidente francês Hollande subiu significativamente, uma vez que ele era até então um dos mais impopulares lideres franceses.

Há claros e evidentes sinais de que o ataque ao semanário francês seja mais uma página da guerra dos EUA contra Rússia e China, mesmo sem levar em consideração as evidências cada vez maiores – e censuradas pela mídia ocidental, serva dos interesses da OTAN –, de que o atentado foi uma operação “false flag” (encoberta) dos serviços de inteligência ocidentais (inclusive israelense), como afirma o ex-secretário do Tesouro dos EUA Paul Craig Roberts. Quem desqualifica a priori estas hipóteses de “inside job” e “false flag” deveria estudar com mais profundidade as Histórias da Operação Condor na América Latina e da similar europeia, Operação Gládio, censuradas convenientemente em nossas universidades.

Se os franceses e todos aqueles que realmente quiserem a justiça às vítimas fatais do Charlie Hebdo, em nome do lema revolucionário francês (“liberdade, igualdade e fraternidade”), não devem apenas culpar os dois irmãos Kouachi (se é que foram os verdadeiros assassinos dos jornalistas), convenientemente assassinados pela polícia antes de serem levados aos tribunais, mas, devem, sobretudo, acusar sem hesitações o governo francês e os demais membros da OTAN, liderada pelos EUA, pelo multissecular apoio financeiro e militar a todas as formas de extremismo religioso e político em todo mundo e à destruição de nações e Estados, que se acentuou nos últimos 25 anos.

São os líderes ocidentais, especialmente os chefes-de-Estado dos EUA, que deveriam ser presos e julgados pelos maiores crimes contra a Humanidade no último quartel de século. São os verdadeiros e certamente os únicos terroristas em atividade no mundo.


Ramez Philippe Maalouf é mestre e doutorando em Geografia Humana pela USP.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

HPV, Vacinas e Lucro, Muito Lucro

O texto a seguir do site "Notícias Naturais" ilustra a promiscuidade entre a indústria farmacêutica e os governos, deixando claro que ambos não estão nem um pouco preocupados com a segurança e a eficácia das vacinas, mas sim com o lucro. Tenho a impressão de que as pessoas mais desprovidas de ética e de sentimentos são justamente as que estão nos cargos mais altos dos governos e das empresas. Há algo muito errado no sistema em que vivemos e isso precisa ser mudado urgentemente. Ou nossa sociedade gananciosa e egoísta pára de cultuar o "deus dinheiro" ou as pessoas irão afundar cada vez mais numa vida sem sentido.

Luiz.

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Veja neste artigo a opinião de Daniel Becker, pediatra, fundador e conselheiro do Centro de Promoção da Saúde e pioneiro da Pediatria Integral no Brasil. Em seu artigo ele fala sobre as ligações da indústria e governo, o marketing agressivo da vacina, sua real necessidade e eficácia, e sobre os seus perigosos riscos.
Durante todo o mês de março, a polêmica sobre o oferecimento da vacina contra o HPV pelo SUS e sistema suplementar de saúde no Brasil esteve em alta. Muita gente emitindo sua opinião sobre o assunto, às vezes de maneira inflamada, mas, via de regra, sem embasamento médico-científico consistente, mais prejudicando que auxiliando a discutir um assunto tão sério quanto esse.
Interesso-me por essa questão por múltiplos motivos: sou mulher, sou mãe de menina, trabalho na área da saúde coletiva, sou pesquisadora, sou cidadã e, tendo acesso, prefiro buscar informações a partir de fontes confiáveis.
Pessoalmente, realizei uma série de buscas em bases de artigos científicos internacionais e o que encontrei não serenou minha angústia, pelo contrário. Para mim, algo ficou absolutamente claro: não há consenso sobre a efetividade e inocuidade desta vacina entre a comunidade científica. E há, sim, inúmeros casos graves relacionados a efeitos pós vacinais registrados na literatura científica mundial.
Então, neste último domingo, Daniel Becker publicou em sua página, Pediatria Integral, seu posicionamento sobre o assunto.
Daniel é médico formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde também trabalha atualmente, tendo atuado com Médicos sem Fronteiras e um dos criadores do Programa Saúde da Família. É fundador e conselheiro do Centro de Promoção da Saúde e pioneiro da Pediatria Integral no Brasil.
Pessoalmente, eu o admiro muitíssimo, especialmente por sua posição contra a medicalização da infância e em defesa da saúde integral das crianças. Nossos pontos de vista são convergentes em inúmeros pontos.
Recomendo fortemente, inclusive – e sinceramente não sei como ainda não havia recomendado aqui… – a entrevista que Daniel concedeu ao programa Roda Viva, na TV Cultura, em dezembro do ano passado. Assista. Inúmeras questões de fundamental importância foram discutidas com muita clareza e pertinência por ele. Veja abaixo a sua entrevista no Roda Viva:

Por estar plenamente de acordo com a reflexão proposta, é, para mim, uma honra ter sido autorizada a publicar aqui seu posicionamento com relação à vacina contra o HPV. Agradeço desde já ao Daniel por essa deferência, além de outras formas de apoio e incentivo que venho recebendo dele enquanto profissional. Meu objetivo ao publicar aqui essa discussão é facilitar o acesso a informações que talvez muitas pessoas ainda não conheçam.

 A Vacina contra o HPV: nem tudo que reluz é ouro
Por Daniel Becker
(Advertência: esta é uma publicação que expressa uma opinião pessoal, formada através de leituras, experiência e reflexão. Mas ela não deve substituir – como todas as outras encontradas nesta página – um aconselhamento médico pessoal. Ninguém deve receber um diagnóstico ou recomendação de tratamento através da internet. Isso deve ser feito sempre por um médico em interação pessoal, que pode fornecer um diagnóstico apropriado e, em seguida, discutir as opções de tratamento. Todas as decisões sobre vacinas devem ser feitas também após discussão com seu médico.)
(Advertência 2 – este é um texto longo, sobre um assunto complexo…)
Começou: o SUS está oferecendo para meninas de 11 a 13 anos a vacina que previne novas infecções contra alguns tipos de HPV.
Segundo o discurso oficial e sobretudo o das indústrias que produzem as vacinas, trata-se de uma vacina que “previne o câncer de colo”, que mata milhares de mulheres no Brasil anualmente.
Só que as coisas não são assim tão cristalinas. Há controvérsias. Começando pelo fato de que ela previne entre 16 e 70% dos casos de câncer, e portanto, não pode prescindir do exame preventivo.
É muito difícil para um médico se posicionar fora do consenso quase universal que é gerado em torno de produtos da indústria farmacêutica. Suas estratégias de publicidade e ação política são muito inteligentes, e maciçamente financiadas. Sua influência sobre a corporação médica é extremamente poderosa. Daí suas verdades parciais tornam-se universais e absolutas. Mas algumas vozes vêm se levantando em resposta a este “massacre”, que propõe que para todo e qualquer problema existencial existe uma pílula ou uma injeção. Inclusive para problemas que não existem, e precisam ser inventados. Mesmo as grandes revistas médicas já reconhecem o poder da sua influência nas pesquisas e realizadas e nos artigos publicados. Como observou a ex-editora-chefe do New England Journal of Medicine, Dra. Marcia Angell:

“As indústrias farmacêuticas agora financiam a maioria das pesquisas clínicas com medicamentos, e há evidências de que elas muitas vezes as distorcem, para fazer suas drogas parecerem melhores e mais seguras”.
Sabe-se que muitas vezes são ocultados estudos que mostram fracassos ou efeitos negativos. Sabe-se cada vez mais sobre a influência da indústria sobre as agências reguladoras, aquelas que liberam ou autorizam o uso de remédios e vacinas.
Como pode um médico se posicionar contra uma vacina que “previne o câncer”?
Mas pode ser que nessa frase estejam ocultos truques de linguagem.
Que na verdade essa afirmação não seja tão absoluta.
Um outro exemplo de truque de linguagem: a vacina contra a “gripe” não é exatamente isso. No Brasil a palavra gripe é usada para definir estados gripais, causados por inúmeros vírus. E em vez de chamar a vacina de “contra Influenza”- um vírus que causa uma gripe séria, mas é um entre muitos – a indústria promove a vacina como se fosse contra a “gripe”, genericamente. Não é à toa.
É fácil, portanto, distorcer a realidade complexa e cheia de controvérsias com relação ao HPV, e torná-la um discurso publicitário, destinado a vender uma vacina que talvez não seja essa maravilha toda. Aliás, as razões que levaram a Organização Mundial de Saúde e o governo americano a recomendar, e o governo brasileiro a comprar a vacina para oferecê-la gratuitamente à população em tempo recorde, podem estar relacionadas aos fortes e nem sempre lícitos laços entre a indústria farmacêutica e os tomadores de decisão em governos e sociedades médicas, como veremos abaixo.
O fato é que a recomendação da vacina vem sendo questionada. O governo japonês, por exemplo, abandonou a recomendação após a reação da sociedade civil, pela ocorrência de casos de problemas graves em seguida à aplicação: síndrome de Guillain-Barré (uma polineurite grave), uveítes, convulsões e encefalites agudas. Muitos dirão que ainda não há estudos demonstrando a falta de segurança da vacina. Que as análises até o momento não mostram relações causais. Mas os relatos se repetem em diversos países.
Até setembro de 2012, no VAERS (Sistema de Informação de Reações Adversas a Vacinas) do CDC, um total de 21.265 reações adversas foram associadas temporalmente ao Gardasil, só nos EUA: 78 mortes, 363 reações com risco de vida, e 609 eventos que resultaram em incapacidade permanente.
Nota Blog Notícias Naturais: como vimos no artigo [Dossiê] Vacinação Contra HPV Conheça o Perigo que ela Representa e Tome uma Decisão Informada, os dados atualizados até começo de março são de 142 mortes, 532 situações de risco de vida e 870 casos de invalidez permanente.
Em comparação com todas as outras vacinas, a vacina Gardasil foi associada com 60% de todas as reações adversas graves (incluindo 61,9% de todas as mortes, 64,9% de todas as reações com risco de vida e 81,8% dos casos de invalidez permanente) em mulheres com idade inferior a 30 anos. Um relatório de um sistema de vigilância de vacina passiva, como o VAERS (qualquer pessoa pode inserir informação no sistema), por si só não prova que a vacina causou a reação – apenas informa a associação. No entanto, a elevada frequência de reações relacionadas com a vacina em todo o mundo, bem como o seu tipo (consistentemente doenças relacionadas ao sistema nervoso), aponta para uma relação potencialmente causal. Só para termos uma ideia da complexidade do assunto, a Merck utilizou placebos (injeções sem o remédio) na comparação para efeitos colaterais com o Gardasil. Só que os placebos usavam alumínio, também presente na vacina, e este componente pode ser responsável por boa parte das reações. Isso faria com que, na comparação, a vacina não tivesse provocado mais reações que o “placebo”.
Veja com detalhes aqui, neste excelente artigo médico, do Journal of Law, Medicine & Ethics, intitulado “Muito Rápido ou Não Muito Rápido: A Aprovação da Vacina Gardasil contra HPV da Merck pelo FDA“:
A medicina deveria guiar-se pelo princípio da precaução. Um dos fundamentos da bioética é: primum non nocere – antes de mais nada, não provocar danos. Se tratamos de evitar a meningite, por exemplo, uma doença para a qual não há outras estratégias de prevenção, podemos correr certos riscos de efeitos colaterais. Mas é preciso refletir se para uma vacina que previne apenas 70% dos casos de uma doença para a qual já existe uma estratégia eficaz de prevenção – o exame de papanicolau – e que continuará sendo necessário – vale a pena correr estes riscos e gastar uma fortuna dos cofres públicos ou do bolso das famílias.
Quando estava começando a escrever sobre a vacina, li uma reportagem de Claudia Collucci, da Folha de São Paulo, que expressava muito bem o que penso sobre o tema. Reproduzo aqui um resumo do artigo, e em seguida acrescento algumas questões que creio serem muito importantes para compreendermos como funciona a relação entre indústria, medicina e governo, e desta forma podermos nos situar mais criticamente em relação a medicamentos e vacinas.
“No último congresso de prevenção quaternária, em novembro último, o médico de família e comunidade Rodrigo Lima fez uma apresentação sobre os senões da vacina contra o HPV. …A seguir, trechos de um texto que Rodrigo Lima escreveu…:
“Quando a gente pensa na possibilidade de tomar uma vacina para evitar uma doença, eu considero que devemos fazer algumas perguntas:
1) Já temos alguma estratégia efetiva na prevenção da doença? O que a vacina traz de novo?
2) A vacina realmente funciona?
3) Ela é segura?
4) Vale a pena substituir a estratégia anterior pela vacina?
Então, vou tentar organizar uma resposta para as questões:
1 – Já temos alguma estratégia efetiva na prevenção do câncer de colo uterino? Temos sim. E quase todo mundo conhece: é o famoso papanicolau, ou citopatológico cérvico-uterino (popularmente conhecido como “preventivo de câncer de colo”). É muito raro uma mulher apresentar câncer se realizar o papanicolau na periodicidade recomendada (anualmente, e após dois exames normais com intervalo de um ano, o exame passa a ser recomendado a cada três anos). Sabem por que? Porque o câncer de colo de útero é uma doença de evolução muito lenta (normalmente em torno de dez anos), e o papanicolau permite que detectemos formas precursoras do câncer (ou seja, alterações na células que ainda não são cânceres).O papanicolau está recomendado para as mulheres de 25 a 64 anos, e deve SER REALIZADO INCLUSIVE EM MULHERES QUE RECEBEM A VACINA (meu grifo), pois ela não protege contra todos os tipos de HPV. Então, se temos um exame confiável, barato e disponível para todas as mulheres do país, o que nos faria mudar de estratégia, partindo para usar uma vacina que NÃO EXCLUI a necessidade de realizar o mesmo exame ao longo da vida? O que esta vacina traz de novo?
2 – A vacina realmente funciona? Depende. Para que? Vamos lá. O HPV é um vírus transmitido através do contato sexual. Por isso, alguns pesquisadores tiveram uma ideia: se conseguíssemos evitar a infecção pelo HPV não teríamos mais câncer de colo uterino. Faz sentido, certo? Mas essa hipótese tem alguns probleminhas. O primeiro problema desta hipótese está em como evitar a infecção. A transmissão do HPV é sexual, e basta o contato íntimo mesmo sem penetração para que a passagem do vírus aconteça…. Considerando que o vírus vai acabar circulando mesmo por aí, a solução mais óbvia seria vacinar as pessoas contra ele. O problema é que o HPV possui mais de 100 subtipos, e as vacinas ainda não conseguem cobrir todos eles, embora cubram os principais. Isso significa que mesmo que a vacina proteja alguém contra os subtipos que ela cobre, ela ainda permite que outros subtipos provoquem o câncer. Ou seja, ela não dá 100% de certeza de que as mulheres não terão câncer de colo uterino. A propaganda não explica isso, né? Mas é por este motivo que a bula da vacina avisa que a vacinação não exclui a necessidade de que a mulher continue realizando o papanicolau. E tem mais: nem toda infecção pelo HPV provoca câncer. Na verdade, a minoria delas faz isso. Então mais importante do que se preocupar com a infecção, parece mais importante acompanharmos se a infecção evolui para lesões perigosas ou não, né? Ou seja: dá-lhe papanicolau nessa disputa, ganhando de lavada da vacina. Outra coisa: a eficácia da vacina foi verificada apenas em meninas sem vida sexual. E o HPV é tão frequente na população que podemos dizer que se alguém já iniciou sua vida sexual, a chance de ter sido contaminado pelo vírus é de quase 100%. Ou seja, se a pessoa não é mais virgem, tomar a vacina não vai fazer nenhum efeito, porque a resposta que ela provoca no organismo não elimina os vírus que já estejam lá, apenas evitaria o contágio (OBS: a indústria já propõe a vacina para mulheres sexualmente ativas). …Nem vou discutir os efeitos da vacina na mortalidade, porque nem deu tempo ainda de estudarem isso direito. O câncer de colo uterino é de evolução muito lenta, e acaba só sendo perigoso para mulheres que não fazem o papanicolau na periodicidade recomendada.
3 – Ela é segura? Há alguma controvérsia. Apontando a segurança da vacina nós temos os estudos feitos pelos fabricantes e as recomendações do CDC (órgão do governo dos EUA). No entanto temos alguns casos de doenças mais graves, ao ponto de existirem processos correndo na França movidos por vítimas da vacina, e casos semelhantes levaram o governo do Japão a não mais recomendar a vacina. Doenças como síndrome de Guillain-Barré, falência ovariana, uveítes, além de sintomas como convulsões e desmaios têm sido associados à vacina, mas esta relação ainda não foi demonstrada em grandes estudos. Então vamos supor que isso aconteça em uma menina a cada 30 mil que sejam vacinadas (a proporção é baseada nas notificações de efeitos adversos do CDC, chamada de VAERS, e está disponível na internet). Será que compensa o risco, mesmo que seja baixo, de ter uma doença grave, se a vacinação não é melhor do que a estratégia que temos hoje para controlar o câncer de colo uterino (o papanicolau)?
4 – Vale a pena substituir a estratégia anterior pela vacina? Pra mim não compensa. Só de imaginar uma filha minha com paralisias causadas por uma vacina dessas eu descarto a ideia rapidinho.Pretendo promover uma educação sexual boa para minhas filhas, para que saibam que precisam se proteger usando preservativo (até porque outros problemas como gravidez indesejada, HIV, hepatite B, entre outros, estão batendo na porta o tempo todo). E acima de tudo, demonstrar sempre a importância de fazer o papanicolau na periodicidade recomendada. Se conseguir, duvido que elas sofram deste mal. E sem essa vacina cara e suspeita. Minhas pacientes e suas famílias receberão a mesma recomendação.”
Pois é. A discussão não é simples, e a decisão de vacinar ou não é complicada. Pode-se argumentar que num país de dimensões gigantescas, com a desigualdade social e a dificuldade de acesso a serviços de saúde que temos, a possibilidade de termos a maioria das mulheres realizando seu preventivo é pequena. Mas em vez de gastar 350 milhões de reais por ano com a vacina, o Ministério talvez pudesse usar estes recursos para melhorar os serviços de saúde da mulher. A vacina contra o HPV é a mais cara da história. O lucro da Merck com ela em 2012 foi de 1,6 bilhões de dólares. Num cálculo rápido, se nosso programa vai custar 360 milhões (cerca de 150 milhões de dólares), 10% do lucro da Merck virá do nosso bolso – nossos impostos.
Existe ainda a possibilidade de que, iludidas com a proteção fornecida pela vacina, muitas mulheres deixem de fazer o preventivo com regularidade – o que elevaria mais ainda a incidência de câncer, em vez de diminuí-la.
Uma reportagemdo New York Times de 2008, dois anos após o lançamento da vacina, contava algumas historias interessantes.
A publicidade em torno das vacinas foi maciça, e recebeu prêmios de “melhor campanha de marketing de produto farmacêutico” (ah, bom…). Em anúncios no cinema, internet e TV, um elenco multi-étnico de jovens profissionais moderninhos instava meninas para se tornar “uma a menos na estatística” do câncer de colo. Os fabricantes também ofereceram grandes somas de dinheiro para grupos de mulheres, organizações médicas, lobistas e organizações políticas, muitas vezes de modo oculto.
Centenas de médicos foram treinados e pagos para dar palestras sobre a vacina (Gardasil) – a 4.500 dólares cada uma – alguns tendo obtido centenas de milhares de dólares. Os políticos foram pressionados e convidados para recepções instando-os a legislar contra um “assassino global”. E ex- funcionários de governo foram recrutados para fazer lobby a seus antigos colegas. Gregory A. Poland, especialista em vacinas da Mayo Clinic, era um membro no painel do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) que recomendou o Gardasil em 2006, recebeu ao menos 27.420 dólares em honorários de consultoria da Merck entre 1999 e 2007.
O primeiro estado americano a aprovar uma lei exigindo a vacina para a entrada das meninas na escola foi a Virginia. Interessante: a Merck tem interesses econômicos importantes por lá – em 2006 anunciou um investimento de 57 milhões de dólares numa fabrica para produzir o Gardasil. Dois meses mais tarde, o governador Tim Kaine assinou a legislação que tornava obrigatória a vacina. Quatro meses depois, a Merck se comprometeu a investir mais $193 milhões na fábrica. Fatos semelhantes aconteceram no Texas. Os próprios participantes do painel de experts do CDC que recomendou a vacina concordam que é absurdo torná-la obrigatória. “Você realmente vai dizer a uma mãe que sua filha não pode cursar a escola porque não tomou esta vacina?“.
O presidente do comitê do CDC, Dr. Jon Abramson, afirmou que “houve uma pressão incrível da indústria e da políticos”. Abby Lippman, professora da Universidade McGill, em Montreal e diretor da “Rede de Saúde da Mulher Canadense”, disse que a estratégia era “fazer as pessoas acharem que eram loucas, péssimas mães, se não vacinassem seus filhos”. Estranhamente, a vacina Gardasil recebeu aprovação da FDA em seis meses. A maioria das vacinas leva três anos para obter esse tipo de autorização. Este período é justamente usado para detectar efeitos colaterais de médio prazo e aferir a eficácia da vacina.
Já na época, a reportagem expressava preocupações sobre efeitos colaterais que podem surgir a longo prazo, e com a duração da imunidade. As vacinas foram estudadas em ensaios clínicos em períodos de cinco a seis anos e meio, e ainda não está claro quanto tempo a proteção vai durar. E questionava o alarmismo repentino nos países desenvolvidos sobre o câncer do colo do útero. Nestes países, o câncer cervical é classificado como condição rara, porque é quase sempre evitável através de exames de Papanicolaou regulares. Por outro lado, é uma das principais causas de morte no mundo em desenvolvimento, particularmente na África, onde as vacinas não chegam devido a seu preço altíssimo. Então, será que Merck e a GSK (fabricante de outra vacina contra HPV, a Cervarix) não poderiam usar parte de seus lucros gigantescos para vacinar as mulheres na África gratuitamente ou a preço de custo?
“A Merck fez lobby com cada líder de opinião, grupo de mulheres, a sociedade médica, políticos, e foi diretamente para o povo – isto criou um sentimento de pânico que diz que você precisa ter essa vacina agora.” (New York Times)
Dr. Diane Harper, professora de medicina da Dartmouth Medical School

Enquanto isso, os proponentes da vacinas caminharam para a próxima fronteira: as mulheres mais velhas (que não se beneficiariam da vacina porque a grande maioria já entrou em contato com o HPV) e meninos. Já há recomendações para uso em ambos os grupos, inclusive no Brasil. O argumento é que muitas mulheres ainda não tiveram contato com o sorotipo das vacinas. Para o Ministério da Saúde, “não há indicação para que mulheres adultas sejam vacinadas contra o HPV. Não há evidência de que mulheres com vida sexual ativa tenham qualquer benefício com a imunização.” Clínicas de vacinação tentam vender a vacina para meninos de 9 anos. As justificativas me parecem absurdas. Como disse um especialista em câncer cervical britânico, com o humor característico: “oh, darling…. se recomendarmos a vacina aos rapazes, toda a pretensão de valor científico e análise de custo será jogada pela janela.”
Como diz Cláudia Colucci na Folha, “só o tempo vai dizer se a imunização terá um grande impacto em termos de redução de casos de câncer e de mortes (isso nenhum estudo ainda demonstrou) ou ficará na história da medicina como mais uma jogada de marketing da indústria farmacêutica e avalizada pelas sociedades médicas”.
Em suma: a vacina é questionável.
Conclusão, não protege completamente; pode ser causa de efeitos colaterais graves, ainda que raros; é extremamente cara; e não exclui a necessidade do exame preventivo, uma estratégia de prevenção eficaz e inócua. E demonstra de forma muito eloquente as relações entre indústria farmacêutica, medicina, governos e sociedade.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Uma Mãe Mostrando que o AMOR é Mais Poderoso que o Ódio

Fonte: http://br.mulher.yahoo.com/m%C3%A3e-faz-s%C3%A9rie-de-fotos-mostrando-os-coment%C3%A1rios-racistas-feitos-para-suas-filhas-213622004.html


A mãe adotiva Kim Kelley-Wagner ensinou as filhas a não odiar as pessoas que as discriminam, pois considera que elas o fazem por ignorância e não por maldade (espero que ela tenha razão nisso). É admirável a sabedoria dessa família na forma de reagir aos comentários preconceituosos. Elas são pessoas lindas, elas mostram que combater o ódio com ódio não funciona. É necessário amor pra superar o ódio, pois o amor é infinatamente mais forte.

Uma lição de vida. Segue reportagem.

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Mãe faz série de fotos mostrando os comentários racistas feitos para suas filhas



Quando Kim Kelley-Wagner adotou duas meninas chinesas, hoje com 13 e 17 anos, ela nunca imaginou que sua família atrairia tanta atenção. Por isso, a enxurrada de comentários ignorantes e hostis que ela recebia todos os dias acabou a chocando. Mas ao invés de ignorar as críticas, Kelley-Wagner criou uma série de fotos estrelando suas filhas, esperando mostrar ao mundo como as palavras podem machucar.



 
Filha de Kim posa com a frase: Sua mãe é uma santa por querer você. (Foto: Reprodução)


Kim, 55 anos, diretora de comunicações em uma escola na Virginia, EUA, nunca se casou, mas sempre soube que queria filhos. Sua vida mudou depois que viu uma foto pequena acompanhada de uma história sobre órfãos chineses na revista Time. “Era uma foto de seis bebês sentados em círculo no chão, e uma tinha uma expressão incrívelmente séria”, Kelley contou ao Yahoo Mulher. “Aquela imagem ficou na minha cabeça.” Na época, a China era um dos poucos países que permitia que solteiros adotassem crianças, então alguns anos depois, em 2001, Kelley-Wagner adotou a pequena Liliana, de 10 meses, e em 2008 ela adotou Meika, com 2 anos de idade e necessidades especiais, pois havia nascido com fenda de pálato e lábio leporino.

“Os comentários vieram desde o início”, conta Kelley-Wagner. “Nós estávamos fazendo compras, e os funcionários dos caixas ou vendedores diziam coisas do tipo ‘Quanto ela custou?’ ou ‘Você poderia comprar um carro com o dinheiro que custou para adotá-la’ E eu dizia, ‘Você está interessado em adotar?’ Se a pessoa dizia que não eu respondia ‘Então porque você está me perguntando?’. A minha resposta fazia as pessoas pensarem um pouco, e talvez até considerarem o impacto de suas palavras e pedirem desculpas.”

Perguntas e comentários direcionados para mães e para as meninas variavam entre racistas, preconceituosos ou simplesmente sem a noção de estarem magoando. Kelley-Wagner lembra de algumas: "Eles odeiam meninas no país de onde você vem, você sabia?”, “Por que você não se parece com sua mãe?”, “Sua mãe é uma santa de querer você”, “Você é uma bonequinha de porcelana chinesa!”, “Mas quais são os problemas emocionais delas?” e “Por que trazer mais imigrantes para nosso país?”

“Certa vez, estávamos no mecânico e o rapaz do caixa falou para uma das meninas: ‘Você sabe que ela não é sua irmã de verdade, né?’”, Kelley-Wagner relembra. “Um rapaz que trabalhava lá correu e pediu desculpas pelo colega. Em uma outra ocasião, uma vendedora em uma livraria perguntou: ‘Ah, ela se parece com o pai biológico dela?”

Depois de se esquivar de perguntas e comentários inapropriados por tantos anos, Kelley-Wagner teve uma ideia. “Eu queria transformar essa situação em algo que pudesse ensinar as pessoas, principalmente porque eu não queria que as meninas guardassem tanta negatividade dentro delas.” Então, ela perguntou para suas filhas se elas concordavam em posar para fotos com os comentários escritos em quadros. “Elas toparam na hora”, ela conta. “A Lily até disse ‘Acho que as pessoas precisam saber o quanto elas são rudes’. Nós sentamos e fizemos uma lista das frases e eu fiquei surpresa com a quantidade de incidentes dos quais elas se lembravam, e eu não”. Kim intitulou o projeto de “Coisas que dizem sobre minhas filhas adotadas”, e em janeiro ela postou as fotos no Facebook. Essa semana o projeto começou a repercutir na internet e apareceu em outros blogs e sites.

Alguns vêem o projeto como abusivo. “Uma mulher comentou que meu projeto era um erro como mãe”, conta Kelley-Wagner. “Mas eu quero que as minhas filhas entendam o tamanho da ignorância do mundo, e que saibam como lidar com isso.” Ela admite que é difícil manter a calma, mas não quer que as meninas respondam com a mesma falta de educação das pessoas. Pelo contrário, ela quer que elas façam as pessoas refletirem. “Meu conselho para elas é sempre deixar o ofensor sem palavras”, ela diz.

Liliana está aprendendo. Recentemente, um casal abordou a família Kelley-Wagner e comentou: “Eu jamais amaria alguém que eu não tivesse dado à luz”, e Lily respondeu com sagacidade: “Ah, então seu marido saiu de você?”. “Eu não poderia ficar mais orgulhosa dela”, disse Kim.

Ela não acredita que as pessoas sejam cruéis de propósito, e sim que, na maioria dos casos, é simplesmente ignorância. “Eu acho que as pessoas têm curiosidade e não sabem como lidar com isso”, ela diz. “Felizmente, minhas filhas nunca questionaram o lugar delas na nossa família, e nunca se sentiram excluídas”.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Bobagens como "Guerra ao Terror" e "Guerra Contra as Drogas"

http://www.viomundo.com.br/denuncias/a-luta-de-washington-para-escrever-as-leis-do-brasil.html

por Luiz Carlos Azenha
Foi nos Estados Unidos que surgiu a doutrina de segurança nacional, logo copiada em todo o mundo (inclusive no Brasil, pelo regime militar).
A doutrina embalou a luta anticomunista baseada no combate ao inimigo interno. Muitas vezes o “inimigo interno” queria apenas aumento de salário mas, como a gente sabe, isso é coisa de comunista. Ou o “inimigo interno” queria terra, mas como a gente sabe, isso é coisa de comunista. Ou o “inimigo interno” protestava contra a violação de direitos humanos, mas como a gente sabe, isso é coisa de comunista.
Agora a base da política externa dos Estados Unidos é a “guerra ao terror”. Medida simples para Washington ganhar essa “guerra”: deixar de tocar terror cotidianamente em árabes e/ou muçulmanos no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão, no Iêmen…
Em vez disso, os Estados Unidos trabalham para legitimar suas ações imperiais forçando outros países a adotar os princípios da guerra permanente, sem fim.
Washington cobra ações práticas: mudanças legislativas e ação policial. Ao “enquadrar” os parceiros, os Estados Unidos se tornam fornecedores de equipamentos (armas, scanners, aparelhos de raio-xis e outras invencionices) e subordinam as estruturas de segurança locais a seus objetivos políticos, policiais, econômicos e diplomáticos.
O Brasil é um país sui generis, já que dispõe de políticos e jornalistas que, diante de Washington, fazem genunflexão automática. É a síndrome da subordinação reflexiva.
A nova política dos Estados Unidos, de exportar a “guerra ao terror”, não é novidade: quando se tratava de combater comunistas, os oficiais latino-americanos aprendiam técnicas de tortura na Escola das Américas, montada e financiada pelos Estados Unidos inicialmente no Panamá.
Ao treinar futuros torturadores, os Estados Unidos automaticamente plantavam parceiros em posições importantes na hierarquia militar/policial dos países aliados.
A lógica da “guerra ao terror”  é a mesma da “guerra contra as drogas”: plantar policiais americanos em lugares e situações-chave. Alguém aí acha que o pessoal da DEA (Drug Enforcement Administration) que atuou na Bolívia devia satisfações ao governo local?
(...)

Continua: http://www.viomundo.com.br/denuncias/a-luta-de-washington-para-escrever-as-leis-do-brasil.html