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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Vacinas e Autismo: O que as estatísticas mostram

Veja também: Vacinas x Autismo: EUA Recompensou Secretamente por Danos pela Vacina 83 Crianças que Ficaram Autistas


Como relata o site Asociación para vencer el Autismo y Transtornos del desarrollo:

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) têm negado por muitos anos uma possível ligação entre o mercúrio presente em vacinas e a desordem do espectro do autismo (DEA). No entanto, em outubro de 2011, o CDC foi pego deliberadamente falsificando dados para tentar encobrir evidências ligando o mercúrio presente nas vacinas à DEA.

Para ocultar todos os dados incriminatórios da vacina, o CDC tinha entregado seu enorme banco de dados de registros de vacinas a uma empresa privada, que de forma eficaz pronunciou-o interditado para os investigadores e prevenção de divulgação dos dados através da Lei de Liberdade de Informação (FOIA).

No entanto, isso não impediu a Coalition for Mercury-Free Drugs (CoMeD). Durante um inquérito através da FOIA foi descoberto, como se suspeitava, que o mesmo estudo dinamarquês original que o CDC designou como "prova definitiva" de que o Timerosal não aumenta as chances de uma criança desenvolver DEA, na verdade, revelou exatamente o oposto como verdade. A pesquisa dinamarquesa é irrefutavelmente clara sobre os resultados: * O Timerosal presente nas vacinas aumenta as chances de uma pessoa desenvolver o autismo e outras doenças neurológicas. *

Nos Estados Unidos, pelo menos uma em cada 100 crianças vacinadas sofre com DEA, enquanto que apenas 1 em cada 2.000 crianças não vacinadas tem a doença. Em países europeus como a Islândia, onde as crianças recebem apenas um terço do número de vacinas, apenas 1 em cada 30.000 crianças tem DEA. Nos EUA, atualmente, 1 em cada 88 crianças tem DEA, de acordo com uma declaração feita pelo CDC, em março de 2012, citando as estatísticas do ano de 2008. Nesses estados dos EUA, onde as crianças recebem o maior número de vacinas, ou onde as crianças se tornam relativamente mais vacinadas, como por exemplo, em Utah e Nova Jersey, cerca de 1 em 47 crianças desenvolvem DEA. Em comparação, no estado predominantemente rural de Iowa, onde as crianças são menos vacinadas, 1 em cada 718 crianças tem autismo.

Se a tendência do aumento global tem sido consistente desde 2008, o que parece ser o caso, então, 1 em cada 63 crianças nos EUA agora tem DEA (ano de 2012). Não é preciso ser um cientista para dar sentido a esta tragédia feita pelo homem.

A FDA não é um espectador inocente nesta conspiração contra a saúde do povo americano. Tanto o CDC quanto a FDA tentaram esconder de pais preocupados que as vacinas ainda contêm mercúrio. Em uma audiência recente, a FDA sem querer admitiu que as vacinas da gripe agora rotineiramente dada aos bebês de apenas seis meses de idade contém esta substância tóxica, de acordo com *Courthouse News Service* sexta-feira, 23 de março de 2012.

"A Food and Drug Administration não é responsável pela aprovação de um conservante à base de mercúrio nas vacinas, porque as vacinas livres de mercúrio mais caras estão disponíveis mediante solicitação", declarou um juiz federal. "As vacinas contra a gripe com Timerosal (que contém mercúrio) são necessárias para garantir uma oferta suficiente a um preço razoável", de acordo com a decisão.

O problema com esta "solução" questionável para supostamente evitar o envenenamento por mercúrio de bebês americanos é que a maioria dos médicos nem informam os pais sobre o que realmente contém as vacinas contra a gripe, nem recomendam as outras opções menos tóxicas. A maioria dos pais ainda confiam no pediatra do seu filho e fazem o que lhes é dito. E por que pagar por uma vacina cara, quando há uma mais barata disponível, especialmente quando o médico insiste que a vacina (que contém mercúrio) é completamente segura? A FDA não tem a intenção de pendurar um cartaz na parede do escritório de um pediatra que poderiam diz algo como isto: "Atenção pais: cuidado com a vacina contra a gripe que seu filho esta recebendo hoje pois contém mercúrio que causa danos ao cérebro".

"Embora o uso de conservantes que contêm mercúrio tenha diminuído nos últimos anos com o desenvolvimento de novos produtos formulados alternativos ou sem conservantes, o timerosal foi usado em algumas preparações de imunoglobulinas, não venosos, antígenos com teste na pele, e produtos oftálmicos e nasais, além de certas vacinas", escreve a FDA em seu site sobre o timerosal nas vacinas (www.fda.go).

O timerosal é um composto à base de mercúrio que é aprovado pela FDA como conservante da vacina, o que o torna perfeitamente legal para os médicos injetarem esta potente neurotoxina em bebês. Além disso, médicos e empresas farmacêuticas não são mais responsabilizados por danos causados pelas vacinas, incluindo a morte.

Uma vacina comum contra a gripe contém 25 microgramas de mercúrio e a Agência de Proteção Ambiental (EPA) estipula um limite de segurança de 5 microgramas. Exemplo disso, as crianças que são vacinadas contra a gripe recebem mais de 500 por cento a mais de mercúrio em um dia do que é considerado seguro pela agência governamental muito responsável por manter-nos a salvo das
toxinas ambientais.

A FDA também evita informar ao público de que o fosfato de alumínio adicionado à estas vacinas aumenta grandemente a toxicidade do mercúrio, transformando assim o nível de *tolerância mínima ao mercúrio* em uma piada completa - a piada que pode causar danos cerebrais graves à uma criança que não desconfia, e sofrimento e dificuldade financeira incalculáveis para seus pais. Depois de milhões de pais descobrirem que seus filhos se tornaram autistas depois de receber a vacina, houve um aumento maciço em ações judiciais coletivas contra as empresas farmacêuticas produtoras de vacina, Wyeth, GlaxoSmithKline Plc, Merck & Co. e Sanofi-Aventis SA. Como resultado, os fabricantes de vacinas ameaçaram a administração de Obama de que eles iriam parar juntamente de produzir vacinas a menos que eles recebessem imunidade completa contra os processos por danos causados pelas vacinais.

Em 2010, o Supremo Tribunal de Justiça aprovou uma nova lei que concedeu à essas gigantes farmacêuticas a imunidade solicitada. Desde então, elas têm o reino livre para acondicionar qualquer tipo de compostos tóxicos em suas vacinas, e ninguém pode detê-los. Ao adicionar ingredientes tóxicos e cancerígenos às suas vacinas, geram um número sempre crescente de novos pacientes que necessitam de tratamentos médicos que consistem principalmente de medicamentos que eles também produzem.

Os encobrimentos por parte do CDC e da FDA deixaram para os responsáveis ​​a enorme epidemia de autismo, a qual começou quando o mercúrio e os adjuvantes foram adicionados pela primeira vez às vacinas. Sem essa conspiração elaborada contra o povo, as ações judiciais por difamação decorrentes dos danos permanentes das vacinas em crianças teriam falido vários governos, incluindo os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, e quase toda a indústria farmacêutica.


Fonte: http://www.anovaordemmundial.com/2015/08/donald-trump-se-opoe-as-vacinas-e-alerta-sobre-autismo.html#ixzz3iiokx2rF

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Homem com HIV desafia pessoas a tocá-lo em praça na Finlândia. E o resultado foi incrível

https://br.noticias.yahoo.com/homem-com-hiv-desafia-pessoas-a-toc%C3%A1-lo-em-pra%C3%A7a-na-finl%C3%A2ndia--e-o-resultado-foi-incr%C3%ADvel-124144305.html


Um homem portador do vírus HIV decidiu realizar uma pesquisa sobre preconceito na Finlândia. Em uma praça de Helsinque, ele permaneceu de pé e com os braços abertos com uma placa ao lado escrito “sou soropositivo. Toque-me”. A reação das pessoas foi emocionante. Documentado, o desafio foi postado no Youtube e vem fazendo sucesso entre os internautas. Nas imagens, gravadas com o objetivo de debater o preconceito vivido por portadores de HIV no país, é possível ver quem passava pelo local relutando no início a tocar no rapaz. Pouco depois este cenário muda. Várias pessoas, incluindo crianças e idosos, não só apertaram a mão de Janne, como o abraçaram e o consolaram. No fim do vídeo, o homem não contém a emoção e cai no choro.


 

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Homeopatia

http://natural.enternauta.com.br/dicas/o-que-e-homeopatia/

Muita gente confunde o tratamento homeopático com o tratamento fitoterápico. Este último se refere ao uso de plantas e ervas medicinais para tratar os problemas de saúde. A homeopatia é muito mais ampla e se mostra como forma alternativa à alopatia.

Origens da Homeopatia

A homeopatia foi fundada no final do século XVIII por Samuel Hahnemann. Em 1796, ele publicou o “Ensaio sobre um novo princípio para descobrir as virtudes curativas das substâncias medicamentosas, seguido de alguns comentários a respeito dos princípios aceitos na época atual” (sim, antigamente os livros tinham nomes bem grandes), sintetizando muito do que já havia sido dito a respeito no princípio dos semelhantes.

Princípio dos Semelhantes

A medicina mais usual, conhecida como alopatia, se baseia na noção de que para tratar um sintoma, é preciso usar substâncias que atuem contra eles. Essa noção é conhecida como princípio dos contrários e vai pautar os tratamento médico tradicionais assim como a própria fitoterapia. Já na homeopatia, defende-se o princípio dos semelhantes. Segundo ele, devemos usar uma substância capaz de provocar sintomas semelhantes para que a doença seja tratada. Dito de outro modo, na perspectiva homeopática, aquilo que causa a doença em uma pessoa saudável é também capaz de curar um indivíduo doente.

Outros Princípios

Além da lei dos semelhantes, a homeopatia também se pauta por mais 3 princípios. Ao total são:
Homeopatia
Homeopatia
  • princípio dos semelhantes
  • experimentação em pessoas saudáveis
  • doses infinitesimais
  • e medicamento único
A questão da dose infinitesimal é uma das mais polêmicas para os médicos e cientistas tradicionais. Na homeopatia, os medicamentos são diluídos inúmeras vezes em água ou álcool, a fim de potencializar as propriedades latentes da substância. Contudo, essa explicação não faz muito sentido se pensarmos nos termos da química contemporânea, pois a diluição levaria à redução ou desaparecimento das propriedades ativas.

Homeopatia É Eficaz?

Essa polêmica gera discussões fervorosas na comunidade científica. Recentemente, cientistas do Conselho Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (NHMRC), na Austrália, divulgaram os resultados de um estudo que revisou 255 pesquisas sobre a homeopatia. De acordo com o órgão, muitos dessas pesquisas apontavam bons resultados no uso dos remédios homeopáticos, mas eles não eram conduzidos de modo adequado. Para que uma pesquisa tenha validade científica, é necessário que haja uma série de requisitos de comprovação. Para o NHMRC, esse não é o caso de muitas pesquisas feitas sobre a homeopatia. Para Warwick Anderson, CEO no órgão:
“Qualquer tratamento médico deve ser baseado em evidências confiáveis. A revisão mostrou que não é possível afirmar que a homeopatia funcionar melhor do que placebo”.
E acrescentou:
“Pessoas que escolhem a homeopatia podem colocar sua saúde em risco ao rejeitar ou postergar tratamentos comprovados cientificamente”.
A Associação homeopática Australiana não concordou com os resultados e respondeu:
“Faça uma análise mais abrangente da eficácia da homeopatia e uma avaliação econômica de longo prazo dos benefícios de um sistema mais integrado, que respeita a escolha do paciente no cuidado da saúde”.
Ou seja, os dois lados apresentam argumentos em defesa de seus próprios métodos, mas não existem consensos nem respostas finalizadas em relação à questão. O que se sabe é que muitos pacientes garantem que obtiveram excelentes resultados com o uso da homeopatia.

Conclusão

É difícil opinar em relação à eficácia da homeopatia. Parece haver, de ambos os lados, interesses que ultrapassam os limites do tratamento de doenças, chegando a um nível político. No Brasil, seguimos os padrões médicos e científicos ocidentais, pautados na racionalidade e na experimentação. Porém, esses padrões não são únicos, nem se mostram como absolutamente verdadeiros. Recentemente ouvi um comentário bastante interessante a esse respeito: “precisamos nos lembrar que havia vida antes da ciência”. E de fato, os saberes não estão fechados dentro do conhecimento científico. As populações indígenas, por exemplo, utilizam vários métodos de tratamento que são completamente diferentes da medicina tradicional, mas que têm garantido a saúde desses povos há milênios. Não cabe aqui defender a homeopatia ou os tratamentos tradicionais, mas levantar o debate. Com essas informações, os leitores do blog poderão se posicionar e decidir no que acreditam, lembrando sempre que não existem Verdades com V maiúsculo no mundo científico.

sábado, 2 de agosto de 2014

[Documentário] "O MILAGRE GERSON" - A cura do Câncer e de muitas outras doenças

Fonte do texto e do vídeo: https://www.youtube.com/channel/UChmd-LPjI10hi3mGgpoPAwA

Divulgue para quem você ama!

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O câncer é uma "industria" que apenas nos EUA gira 200 bilhões de
dólares por ano (2004). As dezenas de curas alternativas para doenças
cronicas e degenerativas são infelizmente "censuradas" pop pressão dos
malditos "lobbies" dos cartéis farmacêuticos. Os lobbies dos Carteis da
doença influenciam com GRANA Ministérios da Educação, da Saúde, e muitos
órgãos de governos no mundo inteiro. Pouca gente sabe que o famoso FDA
norte-americano é um dos órgãos MAIS corruptos do governo daquele país
decadente econômica, financeira e moralmente.
__
No Brasil
infelizmente ainda tem MUITA gente desinformada e que "segue" o que a
imprensa comprada alardeia contra Curas Alternativas. Tem muita gente
que "acredita" que a medicina convencional tem todas as respostas e que
médicos trabalham, sempre elo benefício do doente.
__
A MEDICINA
em geral (raras exceções) está bastante corrompida pelos produtores de
drogas legais: os Carteis Farmacêuticos. A grande maioria dos
medicamentos são desnecessários ou nocivos.
Uma enorme variedade de
doenças pode ser curada apenas com HIDRO JEJUM! Nos casos de doenças
cronicas sérias e as degenerativas terapias como a GERSON são
excepcionalmente eficazes e vc não precisa ingerir NENHUM produto
farmacêutico.
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No Brasil ainda não existe NENHUMA clinica
especializada em Terapia Gerson. Só existe a principal, em Tijuana,
México e uma na Hungria, com médicos treinados em Tijuana.
No Japão um hospital adota a Terapia, como esta mostrado em outro vídeo chamado MORRENDO POR NÃO SABER.
_____

O
MILAGRE GERSON apresentas o médico que criou a Terapia que leva seu
nome, há mais de 75 anos, uma terapia que tem comprovado curar o câncer e
outras doenças crônicas e degenerativas.

Através de sua própria
luta contra sua enxaqueca, o Dr. Max Gerson concebeu um tratamento
inteiramente baseado em nutrição e desintoxicação criando as condições
para o próprio organismo para se curar.
Ele curou-se e desenvolveu a Terapia que leva seu nome e que tem tido enorme sucesso em curar inúmeras doença.

Temas abordado no filme:
- A indústria do câncer: com a lei do seu lado.
- Tratamentos naturais de câncer
- Dr. Max Gerson- história de sua vida
- A relação entre agricultura e doença ... e saúde!
- O papel da toxicidade e deficiência de nutrientes na doença?

A cada refeição podemos estar intoxicando nosso corpo ou nutrindo-o. A
Terapia Gerson supre o organismo com mega doses de nutrientes naturais
de sucos vegetais e ao mesmo tempo desintoxica o corpo através dos
enemas.
Nosso corpo revela que seu potencial para TER SAÚDE
ultrapassa os limites impostos sobre nós pela indústria de doença; a
indústria farmacêutica.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

HPV, Vacinas e Lucro, Muito Lucro

O texto a seguir do site "Notícias Naturais" ilustra a promiscuidade entre a indústria farmacêutica e os governos, deixando claro que ambos não estão nem um pouco preocupados com a segurança e a eficácia das vacinas, mas sim com o lucro. Tenho a impressão de que as pessoas mais desprovidas de ética e de sentimentos são justamente as que estão nos cargos mais altos dos governos e das empresas. Há algo muito errado no sistema em que vivemos e isso precisa ser mudado urgentemente. Ou nossa sociedade gananciosa e egoísta pára de cultuar o "deus dinheiro" ou as pessoas irão afundar cada vez mais numa vida sem sentido.

Luiz.

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Veja neste artigo a opinião de Daniel Becker, pediatra, fundador e conselheiro do Centro de Promoção da Saúde e pioneiro da Pediatria Integral no Brasil. Em seu artigo ele fala sobre as ligações da indústria e governo, o marketing agressivo da vacina, sua real necessidade e eficácia, e sobre os seus perigosos riscos.
Durante todo o mês de março, a polêmica sobre o oferecimento da vacina contra o HPV pelo SUS e sistema suplementar de saúde no Brasil esteve em alta. Muita gente emitindo sua opinião sobre o assunto, às vezes de maneira inflamada, mas, via de regra, sem embasamento médico-científico consistente, mais prejudicando que auxiliando a discutir um assunto tão sério quanto esse.
Interesso-me por essa questão por múltiplos motivos: sou mulher, sou mãe de menina, trabalho na área da saúde coletiva, sou pesquisadora, sou cidadã e, tendo acesso, prefiro buscar informações a partir de fontes confiáveis.
Pessoalmente, realizei uma série de buscas em bases de artigos científicos internacionais e o que encontrei não serenou minha angústia, pelo contrário. Para mim, algo ficou absolutamente claro: não há consenso sobre a efetividade e inocuidade desta vacina entre a comunidade científica. E há, sim, inúmeros casos graves relacionados a efeitos pós vacinais registrados na literatura científica mundial.
Então, neste último domingo, Daniel Becker publicou em sua página, Pediatria Integral, seu posicionamento sobre o assunto.
Daniel é médico formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde também trabalha atualmente, tendo atuado com Médicos sem Fronteiras e um dos criadores do Programa Saúde da Família. É fundador e conselheiro do Centro de Promoção da Saúde e pioneiro da Pediatria Integral no Brasil.
Pessoalmente, eu o admiro muitíssimo, especialmente por sua posição contra a medicalização da infância e em defesa da saúde integral das crianças. Nossos pontos de vista são convergentes em inúmeros pontos.
Recomendo fortemente, inclusive – e sinceramente não sei como ainda não havia recomendado aqui… – a entrevista que Daniel concedeu ao programa Roda Viva, na TV Cultura, em dezembro do ano passado. Assista. Inúmeras questões de fundamental importância foram discutidas com muita clareza e pertinência por ele. Veja abaixo a sua entrevista no Roda Viva:

Por estar plenamente de acordo com a reflexão proposta, é, para mim, uma honra ter sido autorizada a publicar aqui seu posicionamento com relação à vacina contra o HPV. Agradeço desde já ao Daniel por essa deferência, além de outras formas de apoio e incentivo que venho recebendo dele enquanto profissional. Meu objetivo ao publicar aqui essa discussão é facilitar o acesso a informações que talvez muitas pessoas ainda não conheçam.

 A Vacina contra o HPV: nem tudo que reluz é ouro
Por Daniel Becker
(Advertência: esta é uma publicação que expressa uma opinião pessoal, formada através de leituras, experiência e reflexão. Mas ela não deve substituir – como todas as outras encontradas nesta página – um aconselhamento médico pessoal. Ninguém deve receber um diagnóstico ou recomendação de tratamento através da internet. Isso deve ser feito sempre por um médico em interação pessoal, que pode fornecer um diagnóstico apropriado e, em seguida, discutir as opções de tratamento. Todas as decisões sobre vacinas devem ser feitas também após discussão com seu médico.)
(Advertência 2 – este é um texto longo, sobre um assunto complexo…)
Começou: o SUS está oferecendo para meninas de 11 a 13 anos a vacina que previne novas infecções contra alguns tipos de HPV.
Segundo o discurso oficial e sobretudo o das indústrias que produzem as vacinas, trata-se de uma vacina que “previne o câncer de colo”, que mata milhares de mulheres no Brasil anualmente.
Só que as coisas não são assim tão cristalinas. Há controvérsias. Começando pelo fato de que ela previne entre 16 e 70% dos casos de câncer, e portanto, não pode prescindir do exame preventivo.
É muito difícil para um médico se posicionar fora do consenso quase universal que é gerado em torno de produtos da indústria farmacêutica. Suas estratégias de publicidade e ação política são muito inteligentes, e maciçamente financiadas. Sua influência sobre a corporação médica é extremamente poderosa. Daí suas verdades parciais tornam-se universais e absolutas. Mas algumas vozes vêm se levantando em resposta a este “massacre”, que propõe que para todo e qualquer problema existencial existe uma pílula ou uma injeção. Inclusive para problemas que não existem, e precisam ser inventados. Mesmo as grandes revistas médicas já reconhecem o poder da sua influência nas pesquisas e realizadas e nos artigos publicados. Como observou a ex-editora-chefe do New England Journal of Medicine, Dra. Marcia Angell:

“As indústrias farmacêuticas agora financiam a maioria das pesquisas clínicas com medicamentos, e há evidências de que elas muitas vezes as distorcem, para fazer suas drogas parecerem melhores e mais seguras”.
Sabe-se que muitas vezes são ocultados estudos que mostram fracassos ou efeitos negativos. Sabe-se cada vez mais sobre a influência da indústria sobre as agências reguladoras, aquelas que liberam ou autorizam o uso de remédios e vacinas.
Como pode um médico se posicionar contra uma vacina que “previne o câncer”?
Mas pode ser que nessa frase estejam ocultos truques de linguagem.
Que na verdade essa afirmação não seja tão absoluta.
Um outro exemplo de truque de linguagem: a vacina contra a “gripe” não é exatamente isso. No Brasil a palavra gripe é usada para definir estados gripais, causados por inúmeros vírus. E em vez de chamar a vacina de “contra Influenza”- um vírus que causa uma gripe séria, mas é um entre muitos – a indústria promove a vacina como se fosse contra a “gripe”, genericamente. Não é à toa.
É fácil, portanto, distorcer a realidade complexa e cheia de controvérsias com relação ao HPV, e torná-la um discurso publicitário, destinado a vender uma vacina que talvez não seja essa maravilha toda. Aliás, as razões que levaram a Organização Mundial de Saúde e o governo americano a recomendar, e o governo brasileiro a comprar a vacina para oferecê-la gratuitamente à população em tempo recorde, podem estar relacionadas aos fortes e nem sempre lícitos laços entre a indústria farmacêutica e os tomadores de decisão em governos e sociedades médicas, como veremos abaixo.
O fato é que a recomendação da vacina vem sendo questionada. O governo japonês, por exemplo, abandonou a recomendação após a reação da sociedade civil, pela ocorrência de casos de problemas graves em seguida à aplicação: síndrome de Guillain-Barré (uma polineurite grave), uveítes, convulsões e encefalites agudas. Muitos dirão que ainda não há estudos demonstrando a falta de segurança da vacina. Que as análises até o momento não mostram relações causais. Mas os relatos se repetem em diversos países.
Até setembro de 2012, no VAERS (Sistema de Informação de Reações Adversas a Vacinas) do CDC, um total de 21.265 reações adversas foram associadas temporalmente ao Gardasil, só nos EUA: 78 mortes, 363 reações com risco de vida, e 609 eventos que resultaram em incapacidade permanente.
Nota Blog Notícias Naturais: como vimos no artigo [Dossiê] Vacinação Contra HPV Conheça o Perigo que ela Representa e Tome uma Decisão Informada, os dados atualizados até começo de março são de 142 mortes, 532 situações de risco de vida e 870 casos de invalidez permanente.
Em comparação com todas as outras vacinas, a vacina Gardasil foi associada com 60% de todas as reações adversas graves (incluindo 61,9% de todas as mortes, 64,9% de todas as reações com risco de vida e 81,8% dos casos de invalidez permanente) em mulheres com idade inferior a 30 anos. Um relatório de um sistema de vigilância de vacina passiva, como o VAERS (qualquer pessoa pode inserir informação no sistema), por si só não prova que a vacina causou a reação – apenas informa a associação. No entanto, a elevada frequência de reações relacionadas com a vacina em todo o mundo, bem como o seu tipo (consistentemente doenças relacionadas ao sistema nervoso), aponta para uma relação potencialmente causal. Só para termos uma ideia da complexidade do assunto, a Merck utilizou placebos (injeções sem o remédio) na comparação para efeitos colaterais com o Gardasil. Só que os placebos usavam alumínio, também presente na vacina, e este componente pode ser responsável por boa parte das reações. Isso faria com que, na comparação, a vacina não tivesse provocado mais reações que o “placebo”.
Veja com detalhes aqui, neste excelente artigo médico, do Journal of Law, Medicine & Ethics, intitulado “Muito Rápido ou Não Muito Rápido: A Aprovação da Vacina Gardasil contra HPV da Merck pelo FDA“:
A medicina deveria guiar-se pelo princípio da precaução. Um dos fundamentos da bioética é: primum non nocere – antes de mais nada, não provocar danos. Se tratamos de evitar a meningite, por exemplo, uma doença para a qual não há outras estratégias de prevenção, podemos correr certos riscos de efeitos colaterais. Mas é preciso refletir se para uma vacina que previne apenas 70% dos casos de uma doença para a qual já existe uma estratégia eficaz de prevenção – o exame de papanicolau – e que continuará sendo necessário – vale a pena correr estes riscos e gastar uma fortuna dos cofres públicos ou do bolso das famílias.
Quando estava começando a escrever sobre a vacina, li uma reportagem de Claudia Collucci, da Folha de São Paulo, que expressava muito bem o que penso sobre o tema. Reproduzo aqui um resumo do artigo, e em seguida acrescento algumas questões que creio serem muito importantes para compreendermos como funciona a relação entre indústria, medicina e governo, e desta forma podermos nos situar mais criticamente em relação a medicamentos e vacinas.
“No último congresso de prevenção quaternária, em novembro último, o médico de família e comunidade Rodrigo Lima fez uma apresentação sobre os senões da vacina contra o HPV. …A seguir, trechos de um texto que Rodrigo Lima escreveu…:
“Quando a gente pensa na possibilidade de tomar uma vacina para evitar uma doença, eu considero que devemos fazer algumas perguntas:
1) Já temos alguma estratégia efetiva na prevenção da doença? O que a vacina traz de novo?
2) A vacina realmente funciona?
3) Ela é segura?
4) Vale a pena substituir a estratégia anterior pela vacina?
Então, vou tentar organizar uma resposta para as questões:
1 – Já temos alguma estratégia efetiva na prevenção do câncer de colo uterino? Temos sim. E quase todo mundo conhece: é o famoso papanicolau, ou citopatológico cérvico-uterino (popularmente conhecido como “preventivo de câncer de colo”). É muito raro uma mulher apresentar câncer se realizar o papanicolau na periodicidade recomendada (anualmente, e após dois exames normais com intervalo de um ano, o exame passa a ser recomendado a cada três anos). Sabem por que? Porque o câncer de colo de útero é uma doença de evolução muito lenta (normalmente em torno de dez anos), e o papanicolau permite que detectemos formas precursoras do câncer (ou seja, alterações na células que ainda não são cânceres).O papanicolau está recomendado para as mulheres de 25 a 64 anos, e deve SER REALIZADO INCLUSIVE EM MULHERES QUE RECEBEM A VACINA (meu grifo), pois ela não protege contra todos os tipos de HPV. Então, se temos um exame confiável, barato e disponível para todas as mulheres do país, o que nos faria mudar de estratégia, partindo para usar uma vacina que NÃO EXCLUI a necessidade de realizar o mesmo exame ao longo da vida? O que esta vacina traz de novo?
2 – A vacina realmente funciona? Depende. Para que? Vamos lá. O HPV é um vírus transmitido através do contato sexual. Por isso, alguns pesquisadores tiveram uma ideia: se conseguíssemos evitar a infecção pelo HPV não teríamos mais câncer de colo uterino. Faz sentido, certo? Mas essa hipótese tem alguns probleminhas. O primeiro problema desta hipótese está em como evitar a infecção. A transmissão do HPV é sexual, e basta o contato íntimo mesmo sem penetração para que a passagem do vírus aconteça…. Considerando que o vírus vai acabar circulando mesmo por aí, a solução mais óbvia seria vacinar as pessoas contra ele. O problema é que o HPV possui mais de 100 subtipos, e as vacinas ainda não conseguem cobrir todos eles, embora cubram os principais. Isso significa que mesmo que a vacina proteja alguém contra os subtipos que ela cobre, ela ainda permite que outros subtipos provoquem o câncer. Ou seja, ela não dá 100% de certeza de que as mulheres não terão câncer de colo uterino. A propaganda não explica isso, né? Mas é por este motivo que a bula da vacina avisa que a vacinação não exclui a necessidade de que a mulher continue realizando o papanicolau. E tem mais: nem toda infecção pelo HPV provoca câncer. Na verdade, a minoria delas faz isso. Então mais importante do que se preocupar com a infecção, parece mais importante acompanharmos se a infecção evolui para lesões perigosas ou não, né? Ou seja: dá-lhe papanicolau nessa disputa, ganhando de lavada da vacina. Outra coisa: a eficácia da vacina foi verificada apenas em meninas sem vida sexual. E o HPV é tão frequente na população que podemos dizer que se alguém já iniciou sua vida sexual, a chance de ter sido contaminado pelo vírus é de quase 100%. Ou seja, se a pessoa não é mais virgem, tomar a vacina não vai fazer nenhum efeito, porque a resposta que ela provoca no organismo não elimina os vírus que já estejam lá, apenas evitaria o contágio (OBS: a indústria já propõe a vacina para mulheres sexualmente ativas). …Nem vou discutir os efeitos da vacina na mortalidade, porque nem deu tempo ainda de estudarem isso direito. O câncer de colo uterino é de evolução muito lenta, e acaba só sendo perigoso para mulheres que não fazem o papanicolau na periodicidade recomendada.
3 – Ela é segura? Há alguma controvérsia. Apontando a segurança da vacina nós temos os estudos feitos pelos fabricantes e as recomendações do CDC (órgão do governo dos EUA). No entanto temos alguns casos de doenças mais graves, ao ponto de existirem processos correndo na França movidos por vítimas da vacina, e casos semelhantes levaram o governo do Japão a não mais recomendar a vacina. Doenças como síndrome de Guillain-Barré, falência ovariana, uveítes, além de sintomas como convulsões e desmaios têm sido associados à vacina, mas esta relação ainda não foi demonstrada em grandes estudos. Então vamos supor que isso aconteça em uma menina a cada 30 mil que sejam vacinadas (a proporção é baseada nas notificações de efeitos adversos do CDC, chamada de VAERS, e está disponível na internet). Será que compensa o risco, mesmo que seja baixo, de ter uma doença grave, se a vacinação não é melhor do que a estratégia que temos hoje para controlar o câncer de colo uterino (o papanicolau)?
4 – Vale a pena substituir a estratégia anterior pela vacina? Pra mim não compensa. Só de imaginar uma filha minha com paralisias causadas por uma vacina dessas eu descarto a ideia rapidinho.Pretendo promover uma educação sexual boa para minhas filhas, para que saibam que precisam se proteger usando preservativo (até porque outros problemas como gravidez indesejada, HIV, hepatite B, entre outros, estão batendo na porta o tempo todo). E acima de tudo, demonstrar sempre a importância de fazer o papanicolau na periodicidade recomendada. Se conseguir, duvido que elas sofram deste mal. E sem essa vacina cara e suspeita. Minhas pacientes e suas famílias receberão a mesma recomendação.”
Pois é. A discussão não é simples, e a decisão de vacinar ou não é complicada. Pode-se argumentar que num país de dimensões gigantescas, com a desigualdade social e a dificuldade de acesso a serviços de saúde que temos, a possibilidade de termos a maioria das mulheres realizando seu preventivo é pequena. Mas em vez de gastar 350 milhões de reais por ano com a vacina, o Ministério talvez pudesse usar estes recursos para melhorar os serviços de saúde da mulher. A vacina contra o HPV é a mais cara da história. O lucro da Merck com ela em 2012 foi de 1,6 bilhões de dólares. Num cálculo rápido, se nosso programa vai custar 360 milhões (cerca de 150 milhões de dólares), 10% do lucro da Merck virá do nosso bolso – nossos impostos.
Existe ainda a possibilidade de que, iludidas com a proteção fornecida pela vacina, muitas mulheres deixem de fazer o preventivo com regularidade – o que elevaria mais ainda a incidência de câncer, em vez de diminuí-la.
Uma reportagemdo New York Times de 2008, dois anos após o lançamento da vacina, contava algumas historias interessantes.
A publicidade em torno das vacinas foi maciça, e recebeu prêmios de “melhor campanha de marketing de produto farmacêutico” (ah, bom…). Em anúncios no cinema, internet e TV, um elenco multi-étnico de jovens profissionais moderninhos instava meninas para se tornar “uma a menos na estatística” do câncer de colo. Os fabricantes também ofereceram grandes somas de dinheiro para grupos de mulheres, organizações médicas, lobistas e organizações políticas, muitas vezes de modo oculto.
Centenas de médicos foram treinados e pagos para dar palestras sobre a vacina (Gardasil) – a 4.500 dólares cada uma – alguns tendo obtido centenas de milhares de dólares. Os políticos foram pressionados e convidados para recepções instando-os a legislar contra um “assassino global”. E ex- funcionários de governo foram recrutados para fazer lobby a seus antigos colegas. Gregory A. Poland, especialista em vacinas da Mayo Clinic, era um membro no painel do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) que recomendou o Gardasil em 2006, recebeu ao menos 27.420 dólares em honorários de consultoria da Merck entre 1999 e 2007.
O primeiro estado americano a aprovar uma lei exigindo a vacina para a entrada das meninas na escola foi a Virginia. Interessante: a Merck tem interesses econômicos importantes por lá – em 2006 anunciou um investimento de 57 milhões de dólares numa fabrica para produzir o Gardasil. Dois meses mais tarde, o governador Tim Kaine assinou a legislação que tornava obrigatória a vacina. Quatro meses depois, a Merck se comprometeu a investir mais $193 milhões na fábrica. Fatos semelhantes aconteceram no Texas. Os próprios participantes do painel de experts do CDC que recomendou a vacina concordam que é absurdo torná-la obrigatória. “Você realmente vai dizer a uma mãe que sua filha não pode cursar a escola porque não tomou esta vacina?“.
O presidente do comitê do CDC, Dr. Jon Abramson, afirmou que “houve uma pressão incrível da indústria e da políticos”. Abby Lippman, professora da Universidade McGill, em Montreal e diretor da “Rede de Saúde da Mulher Canadense”, disse que a estratégia era “fazer as pessoas acharem que eram loucas, péssimas mães, se não vacinassem seus filhos”. Estranhamente, a vacina Gardasil recebeu aprovação da FDA em seis meses. A maioria das vacinas leva três anos para obter esse tipo de autorização. Este período é justamente usado para detectar efeitos colaterais de médio prazo e aferir a eficácia da vacina.
Já na época, a reportagem expressava preocupações sobre efeitos colaterais que podem surgir a longo prazo, e com a duração da imunidade. As vacinas foram estudadas em ensaios clínicos em períodos de cinco a seis anos e meio, e ainda não está claro quanto tempo a proteção vai durar. E questionava o alarmismo repentino nos países desenvolvidos sobre o câncer do colo do útero. Nestes países, o câncer cervical é classificado como condição rara, porque é quase sempre evitável através de exames de Papanicolaou regulares. Por outro lado, é uma das principais causas de morte no mundo em desenvolvimento, particularmente na África, onde as vacinas não chegam devido a seu preço altíssimo. Então, será que Merck e a GSK (fabricante de outra vacina contra HPV, a Cervarix) não poderiam usar parte de seus lucros gigantescos para vacinar as mulheres na África gratuitamente ou a preço de custo?
“A Merck fez lobby com cada líder de opinião, grupo de mulheres, a sociedade médica, políticos, e foi diretamente para o povo – isto criou um sentimento de pânico que diz que você precisa ter essa vacina agora.” (New York Times)
Dr. Diane Harper, professora de medicina da Dartmouth Medical School

Enquanto isso, os proponentes da vacinas caminharam para a próxima fronteira: as mulheres mais velhas (que não se beneficiariam da vacina porque a grande maioria já entrou em contato com o HPV) e meninos. Já há recomendações para uso em ambos os grupos, inclusive no Brasil. O argumento é que muitas mulheres ainda não tiveram contato com o sorotipo das vacinas. Para o Ministério da Saúde, “não há indicação para que mulheres adultas sejam vacinadas contra o HPV. Não há evidência de que mulheres com vida sexual ativa tenham qualquer benefício com a imunização.” Clínicas de vacinação tentam vender a vacina para meninos de 9 anos. As justificativas me parecem absurdas. Como disse um especialista em câncer cervical britânico, com o humor característico: “oh, darling…. se recomendarmos a vacina aos rapazes, toda a pretensão de valor científico e análise de custo será jogada pela janela.”
Como diz Cláudia Colucci na Folha, “só o tempo vai dizer se a imunização terá um grande impacto em termos de redução de casos de câncer e de mortes (isso nenhum estudo ainda demonstrou) ou ficará na história da medicina como mais uma jogada de marketing da indústria farmacêutica e avalizada pelas sociedades médicas”.
Em suma: a vacina é questionável.
Conclusão, não protege completamente; pode ser causa de efeitos colaterais graves, ainda que raros; é extremamente cara; e não exclui a necessidade do exame preventivo, uma estratégia de prevenção eficaz e inócua. E demonstra de forma muito eloquente as relações entre indústria farmacêutica, medicina, governos e sociedade.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Alimentos Transgênicos: um Perigo à Saúde



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ALIMENTOS GENETICAMENTE MODIFICADOS: TOXINAS E INSUCESSOS REPRODUTIVOS

 Texto do "INSTITUTE FOR RESPONSIBLE TECHNOLOGY"
 Fonte:http://stopogm.net/node/280

A retórica oficial desde o início dos anos 90 proclama que os alimentos geneticamente modificados (OGM ou GM) são equivalentes aos seus correspondentes naturais que existem há séculos. Mas esta é uma afirmação puramente política, sem nada de científico. Numerosos cientistas do FDA [a autoridade americana de segurança alimentar] têm sistematicamente considerado estes novos alimentos GM como preocupantes. Para além do potencial para causarem problemas nutricionais e alérgicos difíceis de detectar, os cientistas afirmaram que "A possibilidade de mudanças acidentais inesperadas nas plantas GM" pode conduzir a "concentrações inesperadamente elevadas das substâncias tóxicas da planta"...[1]

As plantas GM poderão ter, segundo eles, "níveis aumentados de toxinas naturais conhecidas... aparecimento de novas toxinas ainda não identificadas" e uma tendência acrescida de incorporar "substancias tóxicas do ambiente" tais como "pesticidas ou metais pesados." Os cientistas do FDA recomendaram que todos os alimentos GM fossem testados "antes de ser introduzidos no mercado."[2] Mas o FDA tinha ordens da Casa Branca para promover a indústria da engenharia genética e o seu responsável político tinha sido anteriormente advogado da Monsanto (mais tarde tornou-se vice-presidente da empresa). As regras definidas pelo FDA ignoraram os avisos dos seus cientistas e passaram a permitir a comercialização de OGM sem os necessários estudos de segurança. 

Os resultados dos poucos estudos de segurança que têm sido efetuados são perturbadores - os animais de laboratório alimentados com dietas GM apresentam múltiplos danos. Os relatos dos agricultores são ainda menos brilhantes - a doença, esterilidade ou morte em milhares de animais é apontada à sua dieta transgênica.[3] 

A dieta GM induz reações tóxicas no aparelho digestivo 

No primeiríssimo transgênico que foi analisado pelo FDA no âmbito do seu sistema de avaliação voluntária [nos EUA um transgênico pode ser comercializado sem se pedir autorização ao FDA], o tomate FlavrSavr, detectou-se a presença de toxinas. De 20 ratos fêmea alimentadas com esse tomate GM, 7 desenvolveram lesões estomacais.[4] O diretor do Office of Special Research Skills [Gabinete de Investigação Especializada] do FDA escreveu que os tomates não demonstravam uma "certeza razoável de inocuidade"[5], que é o seu padrão normal de segurança. O Additives Evaluation Branch [Ramo de Avaliação de Aditivos] do FDA concordou "que se mantêm questões por resolver."[6] Contudo, os responsáveis políticos não requereram que o tomate fosse proibido.[*] 
Segundo o Doutor Arpad Pusztai, um dos maiores especialistas mundiais na avaliação da segurança alimentar dos alimentos GM, o tipo de lesões estomacais ligado ao consumo daqueles tomates transgênicos "pode levar a hemorragias potencialmente mortais, particularmente nos idosos que tomarem aspirina [para prevenir coágulos]."[7] Pusztai acredita que o sistema digestivo deve ser o primeiro alvo da avaliação de riscos dos alimentos GM porque é o primeiro (e o maior) ponto de contato com os alimentos e pode revelar várias reações às toxinas. No entanto ele mostra-se preocupado porque a investigação sobre o FlavrSavr apenas olhou para o estômago e nunca para o intestino. Outros estudos que o fizeram, com outros OGM, encontraram problemas. Num desses estudos os ratos foram alimentados com batatas onde tinha sido introduzido um gene bacteriano que produz o inseticida Bt, uma toxina contra insetos. Os cientistas analisaram a seção final do intestino delgado (íleo) e encontraram células anormais e danificadas assim como crescimento celular excessivo.[8] 

Noutro artigo científico descreve-se a experiência em que ratos alimentadas com batatas modificadas geneticamente para produzir um outro inseticida, a proteína GNA (a GNA e o Bt pertencem à família das lectinas), apresentaram também proliferação celular indevida, quer nas paredes do estômago quer dos intestinos (ver fotos abaixo). [9] A proliferação celular pode ser uma precursora do câncer, o que torna qualquer crescimento anormal das células numa questão particularmente preocupante. 


As dietas GM causam danos no fígado 

O estado do fígado (uma das principais vias de desintoxicação do organismo) é outro indicador da presença de toxinas. 

— Os ratos referidos acima, alimentados com batata transgênica produtora da lectina GNA, tinham fígados menores e parcialmente atrofiados. [11]
— Ratos alimentadas com milho MON 863 da Monsanto, manipulado para produzir inseticida Bt, apresentaram lesões no fígado e outras indicações de toxicidade. [12]
— Coelhos alimentados com soja GM tinham um padrão enzimático alterado no fígado, assim como uma atividade metabólica acelerada. [13]
— Os fígados de ratos alimentados com colza (couve-nabiça) GM eram 12% a16% mais pesados, possivelmente devido a doença ou inflamação. [14]
— A análise microscópica de fígados de ratos alimentados com soja transgênica Roundup Ready da Monsanto revelou uma atividade genética alterada, assim como mudanças funcionais e estruturais no núcleo de células do fígado. [15] Muitas destas mudanças eram reversíveis e desapareceram quando a dieta foi mudada para soja não GM, o que é uma prova clara de que o impacto se devia ao fato da soja ser transgénica. Segundo o geneticista molecular Michael Antoniou, um investigador em terapia genética no King's College de Londres, estes efeitos "não são uma coincidência casual, refletindo algum tipo de 'ataque' ao fígado pela soja GM." Antoniou lembra que, embora as consequências a longo prazo do consumo da soja GM não sejam conhecidas, este transgênico poderá conduzir à degeneração hepática e consequentemente a uma toxemia geral. [16] 

Maior taxa de mortalidade e danos nos órgãos 

Alguns estudos mostram maior taxa de mortalidade nos animais alimentados com OGM. No estudo do FlavrSavr, por exemplo, uma nota relegada para um anexo referia que 7 dos 40 ratos morreram ao longo das duas primeiras semanas de consumo do tomate transgênico e foram substituídos. [17] Em outro estudo, galinhas alimentadas com milho transgênico Liberty Link, tolerante a herbicida, morreram duas vezes mais que as que comeram milho não GM. [18] Em ambos os estudos, que foram levados a cabo pela indústria, as mortes não foram tidas em conta nem ocorreu qualquer investigação adicional para as avaliar. 

Também o pâncreas em ratos alimentados com soja GM apresentava mudanças profundas e produzia significantemente menos enzimas digestivas. [19] No caso de ratos alimentados com batata transgênica o pâncreas estava dilatado. [20] Em várias análises de rins os animais alimentados com OGM apresentaram lesões, toxicidade, produção enzimática alterada ou inflamação. A produção de enzimas também foi alterada no coração de ratos que consumiram soja GM.[21] E as batatas GM causaram crescimento mais lento do cérebro dos animais a elas sujeitos. [22] 

Insucessos reprodutivos e mortalidade infantil 

Os testículos de ratos alimentados com soja transgênica apresentavam alterações dramáticas. Nas cobaias os órgãos eram escuros, de um vermelho azulado em vez de cor de rosa (ver fotos abaixo). [23] 


 
Os animais apresentavam alterações nas células espermáticas jovens. [24] Os embriões de ratos alimentados com soja GM mostravam também mudanças temporárias na atividade do DNA, quando comparados com embriões cujas mães eram alimentadas com soja não GM. [25] 

Resultados ainda mais extremos foram descobertos numa série de três experiências em ratos por uma proeminente cientista da Academia Nacional de Ciências russa. Neste caso a soja GM começou a ser dada às fêmeas duas semanas antes do acasalamento. 

Os resultados incluíram: 
— 51,6 % das crias no grupo com soja GM morreram nas três primeiras semanas (no grupo de controle, alimentado com soja não GM, a mortalidade foi de apenas 10%). [26]
— O tamanho e peso médios das ninhadas com alimentação OGM eram bastante inferiores aos do controle. [27]
— Os machos das ninhadas no grupo GM eram estéreis, não conseguindo procriar. [28] 
Após estes trabalhos preliminares, o fornecedor de rações do laboratório russo começou a utilizar soja transgênica nas suas misturas, o que significou que deixaram de estar disponíveis animais de controle, alimentados sem qualquer OGM. Esta mudança impediu qualquer investigação adicional. Curiosamente, cerca de dois meses após a introdução de soja GM na alimentação geral dos animais, a taxa de mortalidade infantil tinha subido dramaticamente, atingindo os 55,3%. 

Agricultores denunciam mortes e esterilidade nos animais 

Cerca de duas dúzias de agricultores declararam que milhares dos seus porcos tinham problemas de reprodução quando alimentados com certas variedades de milho Bt. Ficavam estéreis, tinham falsas gravidezes ou davam nascimento a bolsas de água. Algumas vacas e bois também se tinham tornado estéreis. O milho Bt também foi implicado pelos agricultores na morte de vacas, cavalos, búfalos aquáticos e galinhas. [30] 

Quando pastores indianos do estado do Andhra Pradesh começaram a levar as suas ovelhas a pastar diariamente no restolho de algodão Bt, um em cada quatro animais morreu em menos de uma semana. Estima-se que tenham ocorrido cerca de 10 000 mortes em 2006 e mais foram já anunciadas em 2007. A autópsia das ovelhas mostrou irritação severa e manchas negras no intestino e no fígado, assim como canais biliares dilatados. Os investigadores disseram que a provas iniciais "apontam fortemente para que a morte das ovelhas seja devida a uma toxina... mais provavelmente à toxina Bt". [31] 

Um perigoso estado de negação
 
Os avisos dos cientistas do FDA parecem ter-se confirmado. Mas os relatórios internos desta agência onde tais preocupações eram expressas só se tornaram públicos após ação judicial. A intenção das chefias era que nunca viéssemos a saber da dissensão interna e ouvíssemos apenas a versão pública, oficial, onde se proclama que a agência não tem conhecimento de quaisquer indicações de que os alimentos GM possam ser substancialmente diferentes dos alimentos convencionais. Esta posição, arquitetada pelos responsáveis políticos, contradiz diretamente o consenso científico interno. 
Quase todos os trabalhos independentes com animais onde se estuda a segurança alimentar dos OGM revelam efeitos adversos ou inexplicados. Mas também não era suposto que viéssemos a saber destes problemas - a indústria da engenharia genética redobra-se em esforços para os esconder. Os estudos das empresas descritos acima, por exemplo, não são divulgados nem publicados em revistas científicas. Foi necessária a intervenção do tribunal para haver acesso a dois deles. Além disso os investigadores que descobrem problemas nos alimentos GM têm sido despedidos, postos na prateleira, impedidos de prosseguir na carreira e até ameaçados. O mito de que os alimentos GM são tão seguros como os alimentos cultivados desde há milhares de anos continua a imperar. 
É provável que os alimentos GM estejam a contribuir para a deterioração da saúde pública. Mas, sem ensaios clínicos em humanos ou monitorização séria pós-comercialização, não podemos avaliar o que é que efetivamente pode ser atribuído a estes alimentos. Mas também não nos podemos permitir esperar até alguém descobrir. Os alimentos GM devem ser eliminados da nossa dieta imediatamente. Felizmente, cada vez mais pessoas estão a escolher não OGM para si e para a sua família. 

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Jeffrey M. Smith é autor do recente livro ROLETA GENÉTICA: Os Riscos Documentados para a Saúde dos Alimentos Geneticamente Modificados, que apresenta 65 riscos em desdobráveis de duas páginas muito fáceis de ler. O seu primeiro livro, AS SEMENTES DA ENGANAÇÃO, é número 1 nas vendas mundiais de livros sobre alimentos GM. Jeffrey M. Smith é Diretor Executivo do INSTITUTE FOR RESPONSIBLE TECHNOLOGY. Visite www.seedsofdeception.com para saber mais acerca do trabalho do Instituto. 

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[*] A Calgene, empresa responsável pelo FlavrSavr, tinha apresentado dados sobre duas estirpes de tomates GM, ambos utilizando o mesmo transgene. Depois dos estudos a empresa optou, voluntariamente, por comercializar apenas a variedade que não estava associada às lesões. Isto não tinha sido exigido pela FDA, que não tomou qualquer medida para bloquear a aprovação da variedade associada às lesões. Neste momento o FlavrSavr já não é comercializado. Após estes estudos nunca mais nenhuma empresa forneceu ao FDA dados tão detalhados, que permitissem o mesmo tipo de análise. O FDA recebe apenas sumários superficiais, completamente inadequados para avaliar a segurança dos respectivos transgénicos.


REFERÊNCIAS
[1] Edwin J. Mathews, Ph.D., in a memorandum to the Toxicology Section of the Biotechnology Working Group. Subject: Analysis of the Major Plant Toxicants. Dated October 28, 1991

[2] Division of Food Chemistry and Technology and Division of Contaminants Chemistry, “Points to Consider for Safety Evaluation of Genetically Modified Foods: Supplemental Information,” November 1, 1991,
www.biointegrity.org

[3] Jeffrey M. Smith, Genetic Roulette: The Documented Health Risks of Genetically Engineered Foods, Yes! Books, Fairfield, IA USA 2007

[4] Department of Veterinary Medicine, FDA, correspondence June 16, 1993. As quoted in Fred A. Hines, Memo to Dr. Linda Kahl. “Flavr Savr Tomato: . . . Pathology Branch's Evaluation of Rats with Stomach Lesions From Three Four-Week Oral (Gavage) Toxicity Studies . . . and an Expert Panel's Report,” Alliance for Bio-Integrity (June 16, 1993)
www.biointegrity.org/FDAdocs/17/view1.html

[5] Robert J. Scheuplein, Memo to the FDA Biotechnology Coordinator and others, “Response to Calgene Amended Petition,” Alliance for Bio-Integrity (October 27, 1993)
www.biointegrity.org

[6] Carl B. Johnson to Linda Kahl and others, “Flavr Savr™ Tomato: Significance of Pending DHEE Question,” Alliance for Bio-Integrity (December 7, 1993)
www.biointegrity.org

[7] Arpad Pusztai, “Genetically Modified Foods: Are They a Risk to Human/Animal Health?” June 2001 Action Bioscience
www.actionbioscience.org/biotech/pusztai.html

[8] Nagui H. Fares, Adel K. El-Sayed, “Fine Structural Changes in the Ileum of Mice Fed on Endotoxin Treated Potatoes and Transgenic Potatoes,” Natural Toxins 6, no. 6 (1998): 219-233.

[9] Stanley W. B. Ewen and Arpad Pusztai, “Effect of diets containing genetically modified potatoes expressing Galanthus nivalis lectin on rat small intestine,” Lancet, 1999 Oct 16; 354 (9187): 1353-4.

[10] Arpad Pusztai, “Facts Behind the GM Pea Controversy: Epigenetics, Transgenic Plants & Risk Assessment,” Proceedings of the Conference, December 1st 2005 (Frankfurtam Main, Germany: Literaturhaus, 2005).

[11] Arpad Pusztai, “Can science give us the tools for recognizing possible health risks of GM food,” Nutrition and Health, 2002, Vol 16 Pp 73-84.

[12] John M. Burns, “13-Week Dietary Subchronic Comparison Study with MON 863 Corn in Rats Preceded by a 1-Week Baseline Food Consumption Determination with PMI Certified Rodent Diet #5002,” December 17, 2002

[13] R. Tudisco, P. Lombardi, F. Bovera, D. d'Angelo, M. I. Cutrignelli, V. Mastellone, V. Terzi, L. Avallone, F. Infascelli, “Genetically Modified Soya Bean in Rabbit Feeding: Detection of DNA Fragments and Evaluation of Metabolic Effects by Enzymatic Analysis,” Animal Science 82 (2006): 193-199.

[14] Comments to ANZFA about Applications A346, A362 and A363 from the Food Legislation and Regulation Advisory Group (FLRAG) of the Public Health Association of Australia (PHAA) on behalf of the PHAA, “Food produced from glyphosate-tolerant canola line GT73,”
www.iher.org.au

[15] M. Malatesta, C. Caporaloni, S. Gavaudan, M. B. Rocchi, S. Serafini, C. Tiberi, G. Gazzanelli, “Ultrastructural Morphometrical and Immunocytochemical Analyses of Hepatocyte Nuclei from Mice Fed on Genetically Modified Soybean,” Cell Struct Funct. 27 (2002): 173-180

[16] Jeffrey M. Smith, Genetic Roulette: The Documented Health Risks of Genetically Engineered Foods, Yes! Books, Fairfield, IA USA 2007

[17] Arpad Pusztai, “Can Science Give Us the Tools for Recognizing Possible Health Risks for GM Food?” Nutrition and Health 16 (2002): 73-84.

[18] S. Leeson, “The Effect of Glufosinate Resistant Corn on Growth of Male Broiler Chickens,” Department of Animal and Poultry Sciences, University of Guelph, Report No. A56379, July 12, 1996.

[19] Malatesta, et al, “Ultrastructural Analysis of Pancreatic Acinar Cells from Mice Fed on Genetically modified Soybean,” J Anat. 2002 November; 201(5): 409-415; see also M. Malatesta, M. Biggiogera, E. Manuali, M. B. L. Rocchi, B. Baldelli, G. Gazzanelli, “Fine Structural Analyses of Pancreatic Acinar Cell Nuclei from Mice Fed on GM Soybean,” Eur J Histochem 47 (2003): 385-388.

[20] Arpad Pusztai, “Can science give us the tools for recognizing possible health risks of GM food,” Nutrition and Health, 2002, Vol 16 Pp 73-84

[21] R. Tudisco, P. Lombardi, F. Bovera, D. d'Angelo, M. I. Cutrignelli, V. Mastellone, V. Terzi, L. Avallone, F. Infascelli, “Genetically Modified Soya Bean in Rabbit Feeding: Detection of DNA Fragments and Evaluation of Metabolic Effects by Enzymatic Analysis,” Animal Science 82 (2006): 193-199.

[22] Arpad Pusztai, “Can science give us the tools for recognizing possible health risks of GM food,” Nutrition and Health, 2002, Vol 16 Pp 73-84

[23] Irina Ermakova, “Experimental Evidence of GMO Hazards,” Presentation at Scientists for a GM Free Europe, EU Parliament, Brussels, June 12, 2007

[24] L. Vecchio et al, “Ultrastructural Analysis of Testes from Mice Fed on Genetically Modified Soybean,” European Journal of Histochemistry 48, no. 4 (Oct-Dec 2004):449-454.

[25] Oliveri et al., “Temporary Depression of Transcription in Mouse Pre-implantion Embryos from Mice Fed on Genetically Modified Soybean,” 48th Symposium of the Society for Histochemistry, Lake Maggiore (Italy), September 7-10, 2006.

[26] I.V.Ermakova, “Genetically Modified Organisms and Biological Risks,” Proceedings of International Disaster Reduction Conference (IDRC) Davos, Switzerland August 27th - September 1st, 2006: 168-172.

[27] Irina Ermakova, “Genetically modified soy leads to the decrease of weight and high mortality of rat pups of the first generation. Preliminary studies,” Ecosinform 1 (2006): 4-9.

[28] Irina Ermakova, “Experimental Evidence of GMO Hazards,” Presentation at Scientists for a GM Free Europe, EU Parliament, Brussels, June 12, 2007

[29] I.V.Ermakova “GMO: Life itself intervened into the experiments,” Letter, EcosInform N2 (2006): 3-4.

[30] Jeffrey M. Smith, Genetic Roulette: The Documented Health Risks of Genetically Engineered Foods, Yes! Books, Fairfield, IA USA 2007

[31] “Mortality in Sheep Flocks after Grazing on Bt Cotton Fields-Warangal District, Andhra Pradesh” Report of the Preliminary Assessment, April 2006,
www.gmfreecymru.org/pivotal_papers/mortality.htm


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Transgênicos: mais agrotóxicos na sua mesa

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Na última reunião da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTN-Bio), em 17 outubro, foi rejeitado pedido de audiência pública apresentado pelo Ministério Público Federal, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) para realizar um debate aberto com a sociedade sobre os impactos de sementes transgênicas resistentes ao herbicida 2,4-D – que estão em vias de liberação no Brasil. Segundo o representante do Ministério da Ciência e Tecnologia, Ruy de Araújo Caldas, a comissão não pode ser palco político para “leigos” no assunto: os debates devem ficar sob responsabilidade dos técnicos.


No entanto, a questão dos transgênicos envolve questões políticas que deveriam, sim, ser divulgadas entre a população “leiga”. Desde sua chegada no Brasil (em 1997, com a “soja maradona”), os Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) têm sido alvo de polêmicas e muita desinformação ao consumidor – o mais atingido pelas decisões dos “técnicos”. Não há consenso quanto às consequências dessa tecnologia para a saúde e os ecossistemas, especialmente quanto ao uso cumulativo de agrotóxicos. A CTN-Bio, instância científica que delibera sobre o assunto, tem sido alvo de críticas desde a publicação da Lei de Biossegurança (Lei 11.105/2005), por seus superpoderes e caráter antidemocrático.

Nos anos 1990, os transgênicos foram defendidos como alternativa benéfica para a agricultura: as modificações genéticas levariam à redução da fome no mundo, pelo aumento da produtividade, e à diminuição do uso de pesticidas. No entanto, as “ervas daninhas” adquiriram resistência – especialmente ao glifosato, principal herbicida usado em OGMs. As gigantes da agroquímica estão criando sementes para aguentar produtos mais agressivos, porque o glifosato sozinho já não é eficiente para matar “plantas invasoras”. Também a fome mundial aumentou, nos últimos quinze anos. Os argumentos de que, com os OGMs, a agricultura utilizaria menos agrotóxicos e resolveria o problema da fome falharam.

Guerra de gigantes

Sementes de soja e milho, com tecnologia da Dow Chemical, estão na iminência de ser aprovadas no Brasil. Elas resistem a três herbicidas: glifosato, glifosato de amônia e 2,4-D – este, um dos componentes do Agente Laranja (jogado pelos Estados Unidos no Vietnã nos anos 60), fabricado por sete empresas, entre elas a Dow e a Monsanto.

A Monsanto, por sua vez, está substituindo sua tecnologia RR, com tolerância ao glifosato, já que as plantas adquiriram resistência ao herbicida, e lançou a RR2, que além do herbicida incorpora genes produtores de proteínas inseticidas, capazes de acabar com a lagarta helicoverpa – recentemente surgida nas lavouras de RR. A tecnologia da Dow promete matar as plantas que já não morrem mais com glifosato e glifosato de amônia. Mas a Monsanto não quer perder a liderança nesse mercado e também pretende lançar sementes de soja e milho resistentes ao herbicida Dicamba.

O impressionante é que as sementes de ambas as empresas podem ser aprovadas no Brasil antes mesmo de serem aprovadas nos Estados Unidos, seu país de origem. Segundo o engenheiro agrônomo Leonardo Melgarejo, membro da CTN-Bio, o milho da Dow com 2,4-D pode ser aprovado até o final do ano, enquanto a soja pode demorar um pouco mais. E a soja com Dicamba também está em avaliação. “Basta que tramitem na CTNBio e recebam parecer favorável da maioria dos membros daquela comissão”, segundo Melgarejo.

A “novidade” dessas tecnologias é o uso de dois herbicidas muito perigosos, em especial o 2,4-D, substância que compôs 50% do tristemente célebre Agente Laranja – cujo uso pelos EUA, na Guerra do Vietnã, para destruir as florestas e assim visualizar melhor o inimigo deixou, até hoje, um legado de deformações, envenenamento e morte. Ele está classificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como extremamente perigoso à saúde (classe toxicológica I), e ao ambiente (classe III).

Além disso, tanto o 2,4-D como o Dicamba são herbicidas com grande deriva e volatilidade, ou seja, são facilmente espalhados pelo vento, podendo contaminar lavouras não transgênicas – motivo pelo qual produtores dos EUA vêm protestando contra seu uso – e deixando o consumidor sem escolha. Mais importante: não há total segurança de que os transgênicos sejam inócuos à saúde humana, como afirmam seus defensores.

Dioxina e 2,4-D

Na tentativa de “garantir” a inocuidade do herbicida, a Dow e mais três empresas do ramo da biotecnologia montaram a Força Tarefa 2,4-D, um website destinado a divulgar informações sobre o agrotóxico. Segundo as empresas, “o uso do 2,4-D está relacionado ao seu papel indispensável para o controle de plantas daninhas no sistema do plantio direto, manejo do solo que iniciou o conceito de agricultura ambientalmente sustentável”. No site, há estudos que comprovariam a segurança humana e ambiental no uso do herbicida. Para as empresas, o 2,4-D não deveria ser associado com o Agente Laranja, já que a dioxina – a substância mais tóxica já inventada pelo homem, tão persistente e devastadora que continua presente no território vietnamita, causando contaminação do ambiente e das pessoas, especialmente crianças, e relacionada a várias doenças graves, conforme relatório do Instituto de Medicina dos EUA – só se formaria junto com outro componente, o 2,4,5-T.
No entanto, pesquisadores consideram que o produto não é seguro para a saúde ou para o ambiente, independente da presença da dioxina. Segundo o biólogo e pesquisador Gilles Ferment, o 2,4-D possui potencial de perturbador endócrino (capaz de alterar as funções hormonais) e de agente cancerígeno. Os perturbadores endócrinos podem causar danos à saúde humana durante o desenvolvimento fetal e infantil.

O dossiê “Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde”, da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), citou pesquisas que relacionam o 2,4-D como um dos agrotóxicos responsáveis por contaminação da água. Especialistas se mostram preocupados com o uso generalizado da substância, a partir da aprovação das sementes transgênicas. Robin A. Bernhoft, médico e um dos diretores da Academia Americana de Medicina e Meio Ambiente, afirmou que o 2,4-D é considerado a causa de todos os cânceres e defeitos genéticos nos filhos de ex-combatentes americanos no Vietnã e de vietnamitas expostos ao Agente Laranja.

Chuck Benbrook, professor e pesquisador da área de sustentabilidade e saúde na agricultura da Universidade do Estado de Washington, apontou o risco de que a maior parte do 2,4-D usado no Brasil seja importado da China, com altos níveis de dioxina: “Concordo que o 2,4-D da Dow é muito mais limpo do que o dos anos 1970, mas quem pode garantir que os agricultores brasileiros irão comprar o 2,4-D mais caro e mais limpo?”. Isso também preocupa Leonardo Melgarejo: “A empresa alega que no Brasil só será utilizada a formulação ‘amina’, que não é volátil, com a qual a dispersão das partículas seria menor. Entretando, a formulação ‘éster’ é mais barata. E é comum a identificação, pela Anvisa, de aplicações de produtos proibidos e adulterados, coisa que ocorre fundamentalmente por conta da diferença de custos”.

Riscos e precaução

Gilles Ferment, um dos organizadores do livro “Transgênicos para quem” (download gratuito), afirma que as multinacionais de transgenia e os órgãos públicos de regulamentação instituíram o princípio de equivalência substancial: os produtos transgênicos não possuiriam propriedades diferentes dos não-transgênicos. Já que “as plantas transgênicas são consideradas iguais às não-transgênicas, basta adicionar estudos de bioensaios sobre alguns organismos não-alvo e alguns testes de toxicidade sobre camundongos para declarar definitivamente a segurança do OGM”, afirmam. Contudo, a avaliação do risco desses produtos deveria englobar os riscos para o funcionamento dos ecossistemas, bem como os impactos sociais decorrentes do emprego da tecnologia.

O princípio da precaução – obrigação legal no processo de análise de risco dos transgênicos e de atividades que possam causar dano ambiental, assumida pelo Brasil e diversos países no Protocolo de Cartagena, em 2000 – recomenda que, antes da aprovação do uso dessas sementes, sejam realizados testes à exaustão, que comprovem de fato a sua segurança e inocuidade ao ambiente e à saúde humana. Mas ele não vem sendo aplicado. O princípio estimula conhecer antes de usar. Na dúvida, não se deve ir em frente, pois os prejuízos, desconhecidos, podem ser irreversíveis. Segundo Ferment, um ex-presidente da CTN-Bio caracterizou o princípio da precaução como “anticientífico”, “inventado para derrotar a ciência”.

Além do risco dos transgênicos em si, há o risco inerente à aplicação dos agrotóxicos. Uma das características mais preocupantes do 2,4-D (e também do Dicamba) é o alto grau de disseminação do produto no ambiente, para além da área alvo da aplicação. Existe, portanto, risco de contaminação de lavouras ou de áreas em torno da plantação, especialmente no caso de aplicações aéreas. 

Nos EUA, a organização de agricultores Save our crops vem lutando contra a aprovação de OGMs utilizando 2,4-D e Dicamba. Eles temem a contaminação de seus cultivos – não transgênicos –, pois, embora recomendados para aplicação via aérea, “ambos os pesticidas são notoriamente propensos à deriva e volatilização, causando lesão e morte de plantas de culturas vizinhas e paisagens rurais”. No Brasil, alerta o engenheiro agrônomo Sebastião Pinheiro (UFRGS), considerando as altas temperaturas e ventos, jamais se deveria usar avião para aplicar agrotóxicos.

Recentemente foi divulgado um caso que justifica a precaução: aplicação de agrotóxico por via aérea atingiu uma escola em Rio Verde (GO), literalmente banhando crianças e professores que desfrutavam do horário de recreio. Todos ficaram intoxicados. Pelos riscos envolvidos nesse tipo de aplicação, a Campanha Permanente Contra o Uso de Agrotóxicos pede que ela seja banida, como já ocorre na União Europeia.

E o consumidor? 

Em meio a um mar de desinformação e mal entendidos, o consumidor está ficando praticamente sem opção. Faça o teste: quando for ao supermercado, dê uma olhada nas prateleiras dos produtos à base de milho e soja e veja se consegue encontrar uma marca cuja embalagem não esteja identificada com o triângulo amarelo. Na maior parte dos grandes supermercados, uma marca de óleo de soja não-transgênica pode talvez ser encontrada, com sorte, em meio à grande maioria transgênica. Farinhas, polentas, canjicas, salgadinhos, bolachas, fermentos para bolos e outros produtos que utilizam milho ou amido de milho também são, em grande parte, transgênicos. Os fabricantes alegam não haver milho não-transgênico à venda.

Outro ponto a ser observado é que as sementes de milho não-transgênicas estão sendo cruzadas com as transgênicas pela ação do vento na polinização. O problema é gravíssimo, pois representa ameaça real à biodiversidade brasileira – se continuar, não existirão mais sementes “crioulas”, aquelas transmitidas de geração a geração, desde os indígenas até a agricultura orgânica familiar. Seria o fim de um capítulo da história de populações tradicionais, que vêm guardando essas sementes ao longo de décadas – e até séculos. 

O fato de que os produtos que utilizam transgênicos estejam sinalizados com o “T” nas embalagens é uma vitória do consumidor, que tem o direito de saber o que contém um alimento. O problema é que até essa conquista básica pode estar ameaçada. Dois Projetos de Lei (PL) de senadores da bancada ruralista já tentaram barrar ou modificar a rotulagem, o PDL 90/2007, de Kátia Abreu (PMDB-TO) e o mais recente, PL 4148/2008, de Luis Carlos Heinze (PP-RS). Esse último, com a justificativa de que o símbolo com fundo amarelo, semelhante a placas de advertência, tensão ou risco, “vincula o alimento que contenha DNA ou proteína obtida através de organismo geneticamente modificado a circunstâncias de perigo, nocividade, cuidado, alerta, e outras mais para as quais a apresentação gráfica é usualmente destinada”. Mas a intenção da rotulagem é justamente essa: alertar os consumidores, já que não há comprovação científica da total segurança dos transgênicos para a saúde humana, como recomenda o princípio da precaução.

A bancada ruralista também quer mais flexibilização para os agrotóxicos. Segundo texto do Deputado Rosinha (PT-PR), em setembro de 2013 a Câmara dos Deputados aprovou a Lei de Conversão (nº25/2013) da Medida Provisória 619/2013, que vai agora à preciação do Senado Federal. Nela foram introduzidos três artigos, os de nº 52, 53 e 54, que tratam de agrotóxicos. O artigo 53 é o mais perigoso, pois concede ao ministro da Agricultura o poder de regular a importação, produção, distribuição, comercialização e uso de agrotóxicos – medidas hoje de competência da Anvisa. Esse artigo poderá permitir que ato do ministro flexibilize as regras atuais e autorize o uso de agrotóxicos não permitidos, em “caráter extraordinário e quando declarado estado de emergência fitossanitário e zoossanitário”. Para o deputado Rosinha, o artigo “dá poder ao Ministério da Agricultura (Mapa), dominado pelos ruralistas, e subjuga os outros dois órgãos (Anvisa e Ibama) para decidir o que bem entender quanto ao uso de venenos (agrotóxicos) na agricultura”.

Se a lei for aprovada nesses termos, representará enorme retrocesso na regulamentação dos agrotóxicos. Nos anos 1970-80, durante a ditadura militar, órgãos do Mapa eram responsáveis pelo assunto, e sua proximidade com as empresas agroquímicas foi amplamente criticada. A pressão dos ambientalistas levou à aprovação da primeira lei dos agrotóxicos no Brasil, a do Rio Grande do Sul, em 1982, e à legislação nacional, em 1989.

Ainda há esperança?

O forte movimento para ampliar a utilização de OGMs e agrotóxicos sem observar o princípio da precaução, no Brasil, exige do consumidor cuidado redobrado. Além de ler os rótulos dos produtos, uma dica é ficar atento ao website da CTN-Bio – que também é criticada pelas relações duvidosas de alguns de seus membros com as multinacionais de OGMs. Vale também ficar alerta aos movimentos de congressistas que visam reverter conquistas importantes, como a rotulagem dos alimentos geneticamente modificados.

A boa notícia é que, paralelamente, a agricultura orgânica e ecológica está em expansão no país. Além do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, lançado pelo governo federal em outubro, acontece entre 25 e 28 de novembro, em Porto Alegre, o mais importante evento de agroecologia no país. O Congresso Brasileiro de Agroecologia, em sua oitava edição, contará com mais de 1.000 trabalhos a serem apresentados nas modalidades comunicação acadêmica, relato de experiências e exposição de pôsteres. Esse número expressivo de participantes, além do público ouvinte, sinaliza que existe muita pesquisa na área, o que demonstra a aceitação e vitalidade do tema. 
O argumento de que a agricultura precisa de todo o pacote tecnológico que propugna indispensáveis o uso de agrotóxicos e sementes geneticamente modificadas para alimentar o mundo não tem mais sentido. Esperamos que mais e mais recursos sejam destinados à agricultura ecológica para que possa expandir seu espaço de atuação, especialmente em propriedades familiares, que valorizam a terra, o respeito e o cuidado com o solo, com os animais e vegetais que habitam a propriedade, com seu semelhante que vai comer o alimento, e, por extensão, todo o planeta. Partindo de “uma ética que liga tudo com tudo”, como dizia Lutzenberger em seu Manifesto Ecológico, essa agricultura pode, quem sabe, curar o mundo.

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