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sexta-feira, 25 de março de 2011

Palavra de corrupto: "As empresas e os lobistas ajudam nas campanhas para terem retorno, por meio de facilidades na obtenção de contratos com o governo ou outros negócios vantajosos. Ninguém se elege pela força de suas idéias, mas pelo tamanho do bolso."

http://www.correiocidadania.com.br/content/view/5645/9/

Arruda, Delúbio e Kassab no reino da pequena política
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Escrito por Leo Lince   
25-Mar-2011
 
José Roberto Arruda, ex-governador do Distrito Federal e figura central do bem documentado mensalão do DEM, soltou o verbo sobre sua experiência vivencial nos labirintos do financiamento privado de campanha eleitoral.
 
Diante da pergunta "O senhor é corrupto?", Arruda forneceu a seguinte e espantosa resposta: "Infelizmente, joguei o jogo da política brasileira. As empresas e os lobistas ajudam nas campanhas para terem retorno, por meio de facilidades na obtenção de contratos com o governo ou outros negócios vantajosos. Ninguém se elege pela força de suas idéias, mas pelo tamanho do bolso. É preciso de muito dinheiro para aparecer bem no programa de TV. E as campanhas se reduziram a isso".
 
A entrevista explosiva na "Veja Online", estranhamente, não apareceu na edição em papel da revista*. Os grandes jornais tocaram no assunto em páginas secundárias e notas pequenas. Entre os acusados de participação direta no esquema estão os presidentes anterior e atual do DEM, o presidente e o secretário geral do PSDB, além de cabeças coroadas destes e de outros partidos. Ninguém, nos partidos da ordem dominante, protestou indignado. É a lei do silêncio que decorre da "naturalização" da maracutaia.
 
Delúbio Soares, ex-tesoureiro e figura central do mensalão do PT, outro especialista na arrecadação de "recursos não contabilizados", também apareceu no noticiário desta quaresma tão farta de desastres. A julgar pelas declarações de altos dirigentes do PT e até de ministros do novo governo, ele se prepara para voltar ao ninho antigo. Será a volta do filho pródigo, portador de habilidades especiais no "jogo que se joga na política brasileira".
 
Gilberto Kassab, originário do malufismo, secretário do Pitta e posto onde está pelo bico tucano, foi outro freqüentador assíduo no noticiário da quaresma. Apesar de colega do Arruda no abastecimento dos mensalistas do DEM, ele não foi filmado e ainda não foi preso. Carisma zero, sempre montado em máquinas de governo, ele agora é fundador de partido. Não fosse ele o prefeito de São Paulo, titular do terceiro orçamento da nossa rala República, não teria cacife para tal empreitada. Como a sigla PDB, partido da burla, explicitava por demais o conteúdo, mudaram o rótulo da manobra. O PSD, partido dos saídos do DEM, é um escárnio, mais um cambalacho explícito no jogo pequena política.
 
Três figuras emblemáticas do momento atual, marcado pelo eclipse da grande política e pela conseqüente apoteose da politicalha. A grande política é aquela que trata das estruturas sociais e emana da livre manifestação de seus conflitos. As grandes questões sistêmicas, o embate entre projetos políticos que buscam espaços de legitimação, a emergência de movimentos e líderes que galvanizam o ativismo cidadão. A pequena política, pelo contrário, não cuida de nada disso, ela opera nos limites da conjuntura e gerencia o ocaso e as rotinas do continuísmo.
 
É duro, mas inevitável constatar. Estamos vivendo, no Brasil de hoje, um interregno trevoso, marcado pela hegemonia absoluta da pequena política. Uma tristeza. Áreas de sombra se avolumam sobre as instituições. O Executivo barganha cargos de "petequeiros"; o Parlamento chafurda na política de negócios; e o vértice supremo do Judiciário toma partido dos "fichas sujas". Os grandes financiadores de campanha, sempre protegidos, são os grandes beneficiários do modelo dominante. A malha de cumplicidades que articula os partidos da ordem com os pontos fortes da economia é o que sustenta o reino da pequena política.
 
Nota da Redação: A entrevista da Veja com Jose Roberto de Arruda foi realizada em setembro de 2010, semanas antes da eleição presidencial e quando o político se encontrava encarcerado, sendo inexplicavelmente publicada somente no dia 17 de março deste ano.
 
Léo Lince é sociólogo.
 
http://www.correiocidadania.com.br/content/view/5645/9/

Blogueiro Ricardo Gama é baleado no Rio

É só dar uma olhada no blog dele pra entender por que ele foi baleado:
 
 
 
 

Blogueiro Ricardo Gama é baleado no Rio

DO RIO
O blogueiro Ricardo Gama, conhecido por suas críticas aos governos Sérgio Cabral e Eduardo Paes, foi baleado na manhã desta quarta-feira, em Copacabana (zona sul do Rio). Ele foi internado no hospital Copa D'Or, onde passará por uma série de exames para determinar a necessidade de cirurgia.
Após ser baleado, blogueiro está em estado grave
Segundo a Polícia Militar, Gama levou dois tiros no rosto e um no tórax, disparados por um homem que o abordou em um carro prata.
Além de críticas aos governantes do Estado e da cidade do Rio, Gama também escreve, em seu blog, contra supostas irregularidades da própria polícia, não só no Rio de Janeiro, como em outros Estados.
Gama conseguiu repercussão para o seu blog no ano passado, quando divulgou o vídeo em que um jovem era chamado de 'otário' por Cabral durante a inauguração de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Guerra por petróleo

 
 
(...) As potências ocidentais, lideradas pelos EUA, botam a boca no trombone em defesa dos direitos humanos na Líbia. E das ocupações genocidas do Iraque e do Afeganistã. Quem dobra os sinos por um milhão de mortos no Iraque? Quem conduz à Corte Internacional de Justiça da ONU os assassinos confessos no Afeganistão, os responsáveis por crimes de lesa-humanidade? Por que o Conselho de Segurança da ONU não diz uma palavra contra os massacres praticados contra os povos iraquiano, afegão e palestino?
   O interesse dos EUA e da União Europeia não é a defesa dos direitos humanos na Líbia. É assegurar o controle de um território que produz 1,7 milhão de barris de petróleo por dia, dos quais depende a energia de países como Itália, Portugal, Áustria e Irlanda (...)

WikiObama: como é conduzido o governo dos EUA

 

"O Capital Organizado é tão Perigoso quanto o Crime Organizado"

“Agora sabemos que o Capital Organizado é tão Perigoso quanto o Crime Organizado”
 
(Franklin Delano Roosevelt, presidente dos Estado Unidos em 1937)

Trabalho escravo na China

Por isso que meu celular custou tão barato...
 

terça-feira, 1 de março de 2011

Podridão da Revista Veja


Pág. 94:

Abril de 2000
A revista “Veja” publica, na edição do dia 19, com
detalhes, a denúncia da Rádio K sobre os salários ilegais e
imorais da Primeira-Dama [de Goiás]. Com o título “Evita goiana”, dona
Valéria Perillo teve a coragem, em entrevista à “Veja”, de
responder: “Eu também tenho de cuidar das minhas filhas
que não contam com a presença constante do pai”. Após
essa justificativa pelos salários de Primeira-Dama, “Veja”
definiu como um caso único de maternidade remunerada
no país.
 Contra a Rádio K, que, em março, fez essa mesma denúncia,
o governador e a Primeira-Dama moveram seis processos.
E ainda conseguiu tirar mais seis anunciantes da emissora. Para
com a revista “Veja”, que publicou nacionalmente igual denúncia,
e que, ao contrário da Rádio K, usou adjetivos pesados
contra a Primeira-Dama, como, por exemplo: “Valéria Perigo,
ops, Perillo”; “por causa de suas travessuras”; “foi manicure”;
“Evita de Goiás”; “primor de marketing caboclo”. Enfim, o
que fez o governador? Simplesmente, uma semana depois, dia
26 de abril de 2000, enviou uma carta-resposta à revista “Veja”,
prometendo demitir a própria mulher, informando que pagaria,
de seu próprio bolso, as fotos oficiais feitas inadvertidamente.
Era a confirmação de tudo. Kajuru decidiu arrolar Marconi
como sua testemunha, no processo de sua esposa Valéria contra
o jornalista, baseando-se nessa confissão do próprio marido
à Veja. Na página 105, as provas.
(...)

Maio de 2000 
A revista “Veja” cobra as duas promessas do governador,
na edição do dia 10 deste mês, na página “Holofote”,
com o título “Onde está o decreto?”. A revista informou
que o porta-voz de Marconi garantia que o governador já
havia assinado o decreto, dando fim à boa vida da esposa.
Só não sabia dizer por que o tal decreto não tinha sido
publicado no Diário Oficial. Moral da história: A Primeira-
Dama nunca foi demitida. Até hoje recebe os R$ 9.200,00.

Junho de 2000
Coincidência ou não, o governo de Goiás passou a
publicar anúncios de duas, três páginas coloridas na revista
“Veja”. O governador, por sua vez, foi almoçar em São
Paulo com toda a direção da revista. Moral da história:
Nunca mais a revista “Veja” tocou no assunto que ela mesma
tanto cobrara, sobre os salários inéditos de Primeira-
Dama, ou “Evita Goiana”, conforme publicado.

 
Minha conclusão: Veja extorquiu o então governador de Goiás Marconi Perillo e este a calou com dinheiro do povo.
 --
Luiz Henrique R. de Freitas